Entre as categorias que mais crescem no mercado de higiene oral brasileiro, está o antisséptico bucal, que movimentou no ano passado R$ 368,4 milhões, um crescimento de 4,6% em relação a 2014, segundo a fabricante Johnson&Johnson.

De acordo com a fabricante, as mulheres entre 30 a 49 anos representam 66% dos consumidores deste produto e a classe B, é a maior compradora, responde por 60% das compras. Os critérios de escolha do produto, de acordo com a J&J são: marca, benefícios (como branqueamento e tratamento para sensibilidade), preço e sabor.

Entretanto, em Belo Horizonte, onde o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), fechou o mês de junho com inflação de 4,92% enquanto o aumento dos preços de produtos de higiene oral foi de 16,64%.

Segundo a Abihpec – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos – a alta no índice é reflexo direto do aumento da alíquota de ICMS que vem sendo aplicada de maneira geral nos produtos do setor.
Em Minas Gerais, desde abril deste ano, a alíquota para produtos de higiene bucal pulou de 12% (dezembro de 2015) para 27% (abril de 2016).

Levantamento da consultoria Kantar Worldpanel apontou queda de 11 vezes para 10,5 vezes na frequência de compras de cremes dentais pelo brasileiro. De acordo com Marina Albuquerque , analista da Kantar, os consumidores buscam versões cada vez mais econômicas das pastas de dente.

O Brasil é um dos países que mais valoriza a saúde e a estética bucal. O mercado de higiene oral brasileiro é o terceiro maior do mundo, atrás apenas dos EUA e da China.