Os lucros do primeiro semester da L´Oreal foram de quase 22 % sobre o mesmo período o ano passado. A L´Oreal diz que os resultados robustos estão abaixo estão das vendas elevadas na China – que tiveram um aumento estonteante de 85% – e Leste Europeu, onde as vendas despencaram 46 % nos ganhos dos últimos seis meses.

Não obstante, o quadro na Europa ocidental não é tão forte, o crescimento foi vacilante: as vendas cresceram apenas em 1.7 % na primeira metade de 2004.

A L´Oreal credita seu sucesso na China a uma combinação da marca Mini-Nurse e da marca chinesa da L´Oreal, Yue Saï, apoiada pelo crescimento vigoroso das vendas de Maybelline e Vichy. A Ásia como um todo deu respostas positivas à L´Oreal. Sua marca Kérastase ficou acima de 29 % no Japão, e Shu Uemura e Kiehl´s também tiveram maior elevação nas vendas na região Ásia-Pacifico mais que qualquer outro lugar.

Enquanto isso, na Europa parece improvável o renascimento das vendas da  L´Oreal, na França, com a pressão de uma legislação governamental que corta os preços de produtos de cuidados pessoais.

“ Para o ano integral, parece razoável esperar por um crescimento na  base de vendas amplamente em linha com o primeiro semestre,”  disse Lindsay Owen-Jones, CEO da L´Oreal. “ Isto é mais que o suficiente para assegurar uma melhora adicional em nosso modelo de negócios. Graças a este crescimento nas vendas, os resultados encorajadores do primeiro semestre, e a perspectiva de um declínio gradual no impacto da barreira da moeda, podemos assegurar nosso objetivo para 2004 de um outro ano de crescimento de duplo digito em nossas receitas antes da tributação.”

Apesar das observações de  Owen-Jones, a L´Oreal tem visto uma redução no crescimento global de suas linhas top. Este crescimento tem sido cortado de 7.5 a 8 % por região para cerca de 6.5 %, marca para o segundo semestre de 2004. Analistas do banco de investimento UBS dizem que estão surpresos com o tamanho da redução. “Supondo que o crescimento na América do Norte deva acelerar alguma coisa”, disse a equipe de analistas do USB, “e dado que as reduções insignificantes em mercados emergentes esperadas para o segundo semestre de 2004 devam ter sido parte do orçamento original, estas envolvem uma redução significativamente mais fraca que o desempenho esperado anteriormente na Europa ocidental, especialmente nos produtos de consumo na França e Alemanha, cerca de 12% das vendas do grupo.”

Mas Christoph Dolleschal, um analista do Dresdner Kleinwort Wasserstein, acrescentou que a previsão de redução no crescimento da L´Oreal foi na verdade muito moderada comparada a mais severos cortes das taxas de crescimento da Henkel Beiersdorf e Unilever.