Pesquisa feita pela Mintel, agência de inteligência de mercado internacional, aponta as principais tendências de consumo dos brasileiros no próximo ano, incluindo as implicações para os consumidores e marcas.

De acordo com a analista de Tendências da Mintel, Graciana Méndez os consumidores brasileiros estão explorando modelos de compra alternativos, como compartilhamento, aluguel e permuta, de maneira a possibilitar formas flexíveis para que eles mantenham o estilo de vida com o qual se acostumaram. Esta nova abordagem para a compra mudou o significado de propriedade e dá às pessoas acesso a produtos e experiências de forma amigável ao orçamento. Esta nova abordagem para a compra mudou o significado de propriedade e dá às pessoas acesso a produtos e experiências de uma forma amigável do orçamento.

A pesquisa destaca uma série de benefícios físicos, mentais e emocionais de bem-estar para compra -24% dos consumidores brasileiros dizem que a compra de coisas novas que os torna felizes. Modelos alternativos de compras exploram e destacam esses benefícios para incentivar os consumidores a continuarem a gastar. A pesquisa revela ainda que 14% dos consumidores estão mais propensos a comprar um produto que eles experimentaram gratuitamente ao invés de um que eles viram anunciado.

“Esses novos modelos, que ainda estão em fase inicial, fornecem um melhor controle financeiro do consumidor, mas as marcas precisam mostrar que eles podem proporcionar a mesma emoção que uma operação tradicional, mas sem o alto custo. Com a economia compartilhada cada vez mais popular em vários países, os turistas estrangeiros durante os Jogos Olímpicos de 2016 vão esperar uma vasta gama de compartilhamento disponível. Marcas terão que oferecer soluções que possam atrair não só o público de fora, mas também os brasileiros, para que elas continuem atraentes após os Jogos,” avalia a analista.
Mais sustentáveis

Os consumidores começam a descobrir que a adoção de práticas sustentáveis pode ajudá-los com suas finanças, enquanto o país luta contra a recessão e enfrenta questões climáticas.

” Os brasileiros estão descobrindo que os produtos energeticamente eficientes não só economizam água e energia, mas podem ajudar a reduzir contas. Como a escassez de água impacta igualmente pessoas físicas e jurídicas, temos visto empresas assumindo um papel de aconselhamento, educando os consumidores sobre medidas de gestão de resíduos.” De acordo com a agência, 39% dos brasileiros são atraídos por comprar de empresas que não agridem o ambiente.

Menos intermediários e mais interações

A pesquisa da Mintel revela que os consumidores estão cada vez mais evitando marcas como intermediárias e estão se voltando para colegas e comunidades on-line como fonte de conhecimento, opiniões e experiências. A pesquisa também indica que os brasileiros estão cada vez mais dependentes de conectividade e mobilidade. Na verdade, mais de um terço dos consumidores (37%) não consegue imaginar sua vida sem a internet.

E, como vivemos em um mundo cada vez mais anônimo, marcas farão bem em promover não só a eficiência de custos das ofertas que eles fornecem, mas também destacar as oportunidades disponíveis para promover interações sociais.

Como os consumidores estão à procura de oportunidades para compartilhar, sejam elas de conhecimento, espaço ou bens, a pesquisa indica que eles serão atraídos para marcas que lhes mostrem que elas não pensam apenas nos lucros. Através de suas iniciativas as marcas podem mostrar que buscam se conectar com os consumidores e criarem um espaço onde elas possam interagir, apoiar e serem parceiras para superar os desafios que enfrentam a sua indústria ou da sociedade como um todo.
Valores

À medida que os consumidores denunciam e protestam por tudo – da escassez de água à corrupção, passando pelo abuso das contas públicas e aumento de preços – as marcas estão se alinhando à práticas justas.

A pesquisa revela que credibilidade é um valor muito importante para os consumidores brasileiros. Por exemplo, 50% dos consumidores preocupam-se com o compartilhamento de informações pessoais online e 28% dos Millennials confiam mais em marcas recomendadas por amigos. “Esses dados mostram que promover um diálogo aberto vai ajudar as marcas a mostrarem valores mais democráticos,” diz Méndez.
“É imprescindível que as empresas com o objetivo de ganhar a credibilidade dos consumidores façam da transparência o seu principal objetivo,” afirma.

Diversidade

De acordo com a analista novas dinâmicas domésticas desafiam ideias estereotipadas e estão sendo redefinidas, com os idosos trazendo novas exigências às famílias, as mulheres cada vez mais se juntam à força de trabalho e os homens se envolvem com tarefas domésticas e cuidados com as crianças. Nesse sentido, a pesquisa indicou que 13% dos consumidores dizem que as propagandas de hoje devem representar melhor a diversidade no Brasil.”

“O não convencional tornou-se o novo tradicional. Como os consumidores estão mais conscientes das famílias não tradicionais, os brasileiros vão prestar mais atenção nas marcas que apresentam as várias dinâmicas do ‘novo normal’. Ações que suportam as necessidades de uma população cada vez mais diversificada ganharão impulso em 2016, incluindo maior número de varejistas de moda unissex e programas de apoio para integrar diferentes gerações,” afirma Méndez.

 

Crédito Foto:  PDVNews