Análise empreendida pela consultoria Nielsen, constatou que o mercado de repelentes no Brasil saltou de R$ 145,4 milhões, em 2014, para R$ 217,4 milhões, em 2015, número considerado o maior da história para a categoria, já que o mercado brasileiro viu grande salto nas vendas de repelentes devido às epidemias de dengue e zika vírus, provocadas pelo mosquito Aedes aegypti.

A procura pelo produto gerou o desenvolvimento pela Beraca (Grupo Sabará), de um ativo natural produzido a partir da andiroba, capaz de substituir ou reduzir o uso de ingredientes sintéticos em formulações cosméticas, farmacêuticas e de cuidados pessoais.

De origem amazônica, a andiroba é utilizada em produtos voltados aos cuidados com a pele, pois possui propriedades anti-inflamatória, hidratante e cicatrizante, capazes de promover a renovação cutânea.

“A proposta da Beraca foi criar uma base repelente com um volume menor de ativos sintéticos em sua composição – entre eles, o DEET (N,N-dietil-3-metilbenzamida), sem deixar a eficiência de lado, com a mesma duração de repelência mínima de 6 horas. Para isso, investimos na sinergia entre os ingredientes, priorizando o uso de soluções naturais, como a andiroba. Dessa forma o produto pode ser usado por gestantes, idosos e crianças acima de 2 anos sem preocupações”, aponta Daniel Sabará, CEO da empresa.

O repelente elaborado pela Beraca – que é considerada uma das principais fornecedoras de ingredientes naturais e orgânicos provenientes da Amazônia, além de outros biomas brasileiros – contribui com a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento social de comunidades amazônicas responsáveis pelo fornecimento das sementes, já que a matéria-prima é considerada uma fonte de renda extra para famílias que vivem de atividades como a pesca e a agricultura na região Norte do país.

“No passado, boa parte das sementes de andiroba era descartada. Hoje, por meio de treinamentos e capacitações, garantimos a manutenção das florestas em pé, promovemos uma melhora na condição de vida e ainda oferecemos produtos altamente eficientes. Para se ter uma ideia, para a produção de 1 tonelada de óleo são necessárias 23 pessoas trabalhando na coleta e no processamento das sementes de andiroba, o que garante a cada família envolvida uma renda extra mensal de, aproximadamente, R$ 485,00”, ressalta Daniel Sabará.

Os repelentes estão sendo distribuídos a 500 mil pessoas na região, entre mulheres grávidas e idosos.