Exportar cosméticos e produtos de higiene pessoal e perfumaria (HPPC) para os países da América Latina é um bom negócio. Quem garante é a Abihpec – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. De acordo com a associação, a proximidade física facilita a logística de exportação e também a similaridade dos hábitos na região.

Segundo o MDIC/SECEX – Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, os países da América Latina foram responsáveis por 82,6% do total das vendas internacionais do setor em 2016, cerca de US$ 510 milhões, 11,2% inferior ao do ano anterior. Entretanto o crescimento nas vendas se mantém. Os maiores compradores são a Argentina, com uma participação de 23,8% em 2016, seguido do Chile (10,5%), Colômbia (10,4%) e México (10,2%).
O desempenho das exportações do setor de HPPC, apesar de queda em 2016, teve crescimento, com destaque para países do Mercosul, como a Argentina, principal parceiro comercial do setor de cosméticos do Brasil, com 14,9% de crescimento em 2016 e Paraguai com o crescimento de 22,1%.

Outros mercados latino-americanos em que o Brasil obteve ótimo desempenho nas exportações de HPPC foram: Colômbia, com 13,1% e México, com 10,01% de crescimento em relação ao ano anterior.

O segmento de cabelos é o que mais exporta, não apenas na América Latina, mas em todo mundo, já que o Brasil é referência em diversidade de biótipos físicos que impulsionam essa indústria, trazendo produtos especiais e inovações para o segmento.

A cada dois anos cerca de 30% do faturamento do setor provêm de lançamentos, um indicador das inovações que a indústria de HPPC promove no país.

Apesar das exportações de HPPC se saírem muito bem no comércio exterior, ainda há entraves para que as exportações do setor alcancem seu potencial, como: a crise político-econômica que o país enfrenta nos últimos anos e, consequentemente a instabilidade da moeda, tarifas e taxas alfandegárias e a logística, que acaba impactando no custo.