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  Entrevistas  
 

Jaime Mauricio Concha, Presidente da Câmara da Indústria Cosmética Latino-Americana -CASIC: “Temos ainda poucos estímulos à inovação e muitos obstáculos para o acesso aos recursos naturais.”
29/01/2011

                                


1 - Como e quando se deu o real início do Mercado de cosméticos na América Latina?

O auge da era industrial no início do século XX é quando também na América Latina tem início o que se pode chamar de o início da indústria cosmética na América Latina, mais acentuadamente no final da II Guerra Mundial com a expansão do capitalismo, e com ele o advento da publicidade. É assim que as muitas marcas e empresas reconhecidas foram fundadas na América Latina no final da década de 40 e durante as décadas de 50 a 60.

Naqueles anos, os planos de desenvolvimento da maioria dos países latinoamericanos obedeciam ao modelo da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), de substituição das importações, com as economias fechadas, muitas das principais marcas mundiais foram maquiadas por empresas nacionais ou, na falta destas, as empresas multinacionais montavam fábricas de produção em vários países ou compravam empresas locais para atender seus respectivos mercados.

No entanto, o mercado latino-americano e o mercado da Europa do Leste vêm crescendo o dobro dos mercados da Europa e dos Estados Unidos na última década, onde a América Latina superou em cerca de 10% o mercado mundial em 2000 para 15% mercado mundial, com um valor próximo dos US$ 54 bilhões. O Brasil tem 53% do mercado latinoamericano, o México 14%, Venezuela 10%, Colômbia 6%, Argentina, 5%, Chile e Peru 3% cada um, Equador e República Dominicana, aproximadamente 1% cada e o resto se divide entre os demais países. Isto se deve a vários fatores, como o crescimento das economias brasileira, chilena, colombiana e peruana. Deve-se ainda à maior renda per capita da população; à uma abertura maior do comércio intraregional (Mercosul); a uma maior penetração das mulheres no mercado de trabalho; ao  desenvolvimento de novos canais de distribuição e estratégias para chegar ao mercado a partir da base da pirâmide, como a venda direta, a venda por catálogo e através de profissionais cabeleireiros e esteticistas, entre outros.


2 – Quais são as principais indústrias da América Latina, a importância delas localmente e no mundo?

Na América Latina se encontram as principais indústrias globais de cosméticos como a Colgate Palmolive, Procter& Gamble, Unilever Johnson & Johnson, L´Oreal, Avon, Reckitt & Colman, entre outras. Mas há também importantes indústrias locais que se tornaram multinacionais, como a Natura, Belcorp, Yanbal etc, que têm presença significativa no mercado latinoamericano.

Igualmente  na maioria dos países há empresas reconhecidas nos mercados internos e que começam a ter uma presença significativa em mercados vizinhos, como Embelleze e Boticário do Brasil, Recamier, Vogue e Quala da Colômbia, Produtos Arbell, Saint Julien, Nerova na Argentina, Cosmética Nacional e Deva no Chile, Creaciones Iguazú no México, entre outras. Nos últimos anos também tem se desenvolvido uma série de pequenas mas importantes empresas exportadoras na região.


3 – Quais são os principais problemas do mercado latinoamericano?

Em alguns países como o Brasil e o Equador há uma carga tributária excessiva inclusive alguns destes produtos considerados de luxo. Em países como o México, embora a maioria dos cosméticos tenha acesso rápido ao mercado devido ao fato de que não precisam de registro sanitário, outras categorias são consideradas insumos para a saúde, com registros sanitários que podem demorar muito tempo. Na América Central há trâmites demorados para o registro sanitário e não obstante os progressos obtidos nessa questão, na maioria dos países da região, ainda existe a cultura da vigilância prévia e de papéis, ao contrário do que acontece nos países industrializados onde a vigilância se faz no mercado, o que permite ao consumidor ter rapidamente os produtos a sua disposição, e os produtores maior inovação e planejamento de seus lançamentos.

Na maioria dos países existem problemas de falsificação e de contrabando também, como consequência da falta de fiscalização do mercado por parte das autoridades e em vários países também se observa uma relação difícil com as grandes cadeias de supermercados.

Temos ainda poucos estímulos à inovação e muitos obstáculos para o acesso aos recursos naturais para o desenvolvimento de ingredientes naturais de nossa biodiversidade.


4 – Quais são os desafios a superar?

Continuar com a harmonização da legislação sanitária e alcançar o reconhecimento dos registros sanitários entre as diferentes regiões.

Atingir padrões altos de inovação e desenvolvimento em produtos, envase e embalagem.

Conseguir uma capacidade de resposta rápida às tendências do mercado.

Integrarmo-nos para obter um mercado ampliado e aumentarmos nossas exportações tanto na região latinoamericana como para os mercados da América do Norte, Ásia, Oriente Médio, Europa e África.

Aproveitar o crescimento de nossas economias para a atração de investimentos estrangeiros e plantas de produção em nossa região, assim como de fabricantes importantes de insumos, envase e embalagens.

Inovar nos canais de distribuição de forma de se chegar mais facilmente a mercados como o da base da pirâmide.

Construir uma rede de fornecedores latinoamericanos de ingredientes naturais que permita nos posicionarmos e nos diferenciarmos em âmbito mundial.

Trabalhar com responsabilidade social e ambiental.


5 – Como se desenvolve em particular o mercado colombiano, já que o Sr é ainda o presidente da Associação Nacional de Empresários da Colômbia – ANDI?

Nos últimos 10 anos a Colômbia passou do sexto mercado na América Latina para o quarto mercado, depois do Brasil, México e Venezuela.
Isto se deve a diversos fatores e mudanças radicais no país. Nestes 10 anos a Colômbia passou a ter um PIB de US$93 bilhões para um PIB de US$240 bilhões; A renda per capita passou de US$2.600 para  mais de US$6.000. As exportações totais de US$9.000 milhões para US$33.000 milhões, as reservas internacionais de US$7,7 bilhões para US$26 bilhões; O investimento direto estrangeiro de US$1.8 bilhões para níveis de US$9 bilhões. As taxas de inflação de níveis de 23% ao ano  para níveis próximos a 3%;  as taxas de juros de níveis de cerca de 30% para 4%, o que efetivamente ajudou o crescimento do setor cosmético e de outros setores do país.

E, claro, uma mudança radical em termos de segurança.

Assim, o mercado de cosméticos passou em 2000 de um tamanho de US$1,7 bilhões para US$ 3,1 bilhões. As exportações passaram de US$ 48 milhões para US$412 milhões, apesar dos problemas com a Venezuela onde as exportações colombianas caíram em quase 70%.

Neste momento, estão sendo feitos investimentos significativos de empresas como a P&G, Unilever, Avon, Yanbal (aproximadamente US$ 20 milhões e US $ 50 milhões cada) em centros de distribuição. Investimentos em linhas de produção de empresas como Belcorp, Yanbal, Johnson & Johnson, Colgate, etc e negócios de maquiagem para empresas como Avon, BDF, Natura, etc

O ano de 2010 foi um ano de recuperação, já que não estivemos fora da crise de 2009. Projetamos para ele um crescimento de cerca de 7 ou 8%.

Já ultrapassamos em 2009 os objetivos do mercado em 2012, uma vez que o mercado total de cosméticos e higiene pessoal foi de US$6,4 bilhões, assim como as metas de emprego, pois estamos gerando mais de 28.000 empregos diretos. Quanto às exportações as metas estão próximas, pois em cosméticos e produtos de higiene pessoal estão sendo exportados aproximadamente US$ 700 milhões que seriam US$ 900 milhões se não houvesse as restrições da Venezuela.


6 – Quais são as expectativas para o mercado Latinoamericano nos próximos anos?

Esperamos ter um crescimento de cerca de 15% ao ano. Na verdade a maioria das economias da América Latina estão desfrutando de um crescimento de mais de 6%, como o Brasil, o maior mercado na região e o Peru, um mercado com perspectivas de grande crescimento, além da  Argentina, em recuperação. Outros países, como México, Colômbia e Chile, deverão ter um crescimento de cerca de 5% em que sem dúvida será um aumento na capacidade de consumo da população.

Competitividade para o setor de planos já estão em andamento no Brasil, o Equador ea Colômbia e a questão está sendo discutida em outros países como México e Peru.

Finalmente, os empresários americanos estão mudando sua cultura de atender apenas ao mercado interno para entender que eles podem se posicionar em mercados de exportação, onde as oportunidades também são boas.

 
 
   
 
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