1 – Alguns decretos da ex-presidente Dilma Rousseff, favoreceram a sua empresa e inclusive a possibilitou a entrar em outros mercados. Quais são eles e de que forma isso aconteceu?

Como benefício para o nosso consumidor final, o decreto 7.451 de março de 2011 * da ex-presidente da República, Dilma Rousseff que reduziu alguns impostos para alíquota zero, para a produção de sabonetes em barra e cremes dentais resultou no acúmulo de créditos para empresas, indústrias de fabricação desses itens. Elas passaram a ter créditos não aproveitáveis para a compra de matérias-primas e saído com alíquota zero. O mercado reduziu o preço desses itens e as empresas mantiveram esse crédito.
Por serem empresas produtoras de monoprodutos, essas empresas acabaram tendo em problema de fluxo de caixa. A AGE que estava atenta e próxima à essas empresas, desenhou uma solução integrada, aonde em cada caso encontramos uma boa solução para que eles pudessem permanecer no mercado. A AGE assumiu esses créditos, transferindo-os para outros clientes que ela já tinha, satisfazendo a todas essas empresas. Nós reduzimos o preço dos produtos desses clientes para o mercado, e, portanto, os consumidores continuaram comprando produtos dessas empresas/marcas e a AGE está produzindo para o mercado de sabonetes em barra e ode cremes dentais, aproveitando os créditos para as empresas de cosméticos em geral, com as quais trabalhamos.

(*decreto 7.451 – suspende a a exigência da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS incidentes sobre a receita auferida pela pessoa jurídica vendedora)


2 – Essa foi uma solução que apareceu imediatamente após o decreto ou a AGE já tinha algum plano sendo estudado para soluções integradas, que foi favorecido com esse decreto?

A equipe da AGE já vinha desenvolvendo essa estratégia de uma solução integrada – da importação até a distribuição – há dois anos. Esse projeto culminou com a percepção das necessidades de alguns clientes, percebemos que poderíamos ampliar essa solução a ponto de nos levar a pensar até na ampliação de nossas instalações, com a construção de mais uma fábrica, utilizando os equipamentos desses clientes, dentro da nossa fábrica.


3 – E essas empresas mantiveram suas fábricas ou passaram a produzir dentro da fábrica da AGE?

Em fevereiro deste ano de 2017 tomamos a decisão e acertamos os contratos com dois clientes que se tornaram parte da AGE do Brasil. No caso da Dr. Clean, o proprietário chegou a desmontar a fábrica em dezembro – e nós assumimos como terceiros. Para a Bony Brasil, empresa de higiene bucal que fica em São Bernardo do Campo, nós desmontamos a fábrica, fizemos um comodato, e toda a parte fabril dela se encontra instalada dentro da AGE, para atender aos clientes que eles atendiam e aos novos clientes da marca. E no caso da Guati, empresa de Vinhedo fabricante de sabonete em barra, nós compramos a empresa, com transferência dos créditos que eles haviam acumulado, e essa passa a ser uma nova linha de trabalho da AGE do Brasil.


4 – Aonde fica e como é o parque fabril da AGE do Brasil?

A AGE nasceu em 2002 em Santa Catarina, com uma fábrica, que é a matriz até hoje. Em 2013, a pedido de um cliente, nós abrimos uma segunda fábrica, a filial número 2, em São Paulo, na região de Vinhedo. De lá para cá fomos bem aceitos pelos clientes especialmente no que se refere ao atendimento na parte de serviços. E esta semana estamos abrindo uma nova fábrica em Vinhedo, duas vezes maior que a primeira aberta em 2013.


5 – O que vocês produzem atualmente?

Efetivamente produzimos dentro da fábrica toda a parte de perfumaria, xampus, condicionadores, óleos, tudo o que for líquido ou pastoso, géis, dermocosméticos. Trabalhamos com parceiros internacionais na parte de maquiagem e em condições de buscar o melhor em matéria-prima no mundo e no Brasil. Temos clientes que fazem a parte de importação e a AGE, que tem o benefício fiscal de estar em Santa Catarina e por isso consegue, – também através de um outro decreto da ex-presidente Dilma Rousseff – reduzir o ICMS da maioria dos clientes para entrar no estado de São Paulo.


6 – O sistema tributário brasileiro que todos reclamam favoreceu então a AGE do Brasil e a fez crescer?

Eu diria que se o sistema tributário brasileiro fosse melhor desenhado e simplificado, nós fecharíamos metade das empresas do Brasil, mas ninguém perderia o emprego, facilitando muito a vida do empresário, com o consumidor pagando menos pelos produtos.


7 – O ICMS complicado e caro gerou um outro negócio…

Dentro desse nosso projeto está o jogo dentro das regras, 100% dentro da lei, entre uma empresa em um estado, outra em outro, cliente num terceiro, ou em um deles. Então nós buscamos a redução do custo tributário, como único terceirista que tem fábricas em dois estados distintos. Fora isso nós garantimos a qualidade. Somos certificados no ISO 9001, ISO 4001, o que mostra que cuidamos do meio ambiente e na outra ponta seguimos todos os procedimentos conforme combinado com nossos clientes.


8 – Isso depende também do tipo de produto que os seus clientes comercializam?

Nessa questão não estamos nisso pelos clientes, mas pela filosofia da AGE do Brasil. A empresa precisa de qualidade. Dentro da empresa e no mundo que a gente vive.


9 – E ninguém mais pensou nisso?

Não. Por isso que é a primeira vez que participamos da FCE, estamos divulgando aqui a nossa Solução Integrada, já que ela é focada no tipo de cliente que buscamos.


10 – O que é exatamente essa Solução Integrada.

Desenhamos tudo e combinamos essa participação na feira com a inauguração da nova fábrica, a terceira, que ocorreu nessa semana. Estamos lançando aqui na feira a nossa Solução Integrada para sentir a sua receptividade, se nossos potenciais clientes entendem tudo o que nos propomos a fazer: desde a importação, exportação, distribuição, produção, logística. Temos parceiros para o que não conseguimos fazer efetivamente, mas conseguimos resolver. Então aquele cliente que só tem a ideia, consegue ter sua marca no varejo.


11 – Vocês fazem a parte de comercialização também?

Fazemos, para todo o Brasil. Temos empresa terceirizada para fazer o varejo, temos também empresa para colocar o produto na Internet. Por isso que o desenho é bem complexo e abrangente. Buscamos clientes para atender todas as linhas de produtos e canais. Lojas físicas inclusive, porque temos os parceiros de venda porta a porta. Sugerimos para alguns clientes a tecnologia que ele está desenvolvendo, com a marca do outro cliente. Então aproximamos todo tipo de parceiro.


12- Vocês têm parceiros de logística que leve produtos para Manaus, por exemplo?

Sim, com a tabela de preços mostramos o custo, nosso cliente aprova, e trabalhamos com ele. No caso de nanotecnologia, nós temos o cliente que desenvolveu o produto e não tinha uma marca para colocar no mercado. Então, trouxemos o fornecedor e levamos acesso a um distribuidor focado no tipo de mercado com o qual ele poderia atingir melhores resultados com o tipo de venda. Então utilizamos esse nosso conhecimento para poder aproximar sonhadores do fornecedor, tornando uma marca realidade.
Atendemos aqui na feira por exemplo, um ex funcionário de uma grande empresa de cosméticos, que tem uma loja dessa marca no interior de São Paulo, e que buscava indicação de novos produtos. E temos clientes muito pequenos que não conseguem chegar a grandes magazines. Eu ligo essas pessoas. A gente vende mais, produz mais, que é essa a nossa essência. Além disso, deixamos o cliente que desenvolveu o produto satisfeito e o cliente que nos buscou para ter mais liberdade no comércio, mais feliz.