Idioma: PortuguêsIdioms: English
   
   
Digite a palavra-chave

     
  InterCHARM Milano
18/09/2010

Hair Beauty Expo
25/09/2010

Luxepack Mônaco
20/10/2010

 
     
  Clique aqui e nos envie um e-mail para receber a nossa E-News.  
     
 




 
 
  Matérias  
 

Controvérsia sobre produtos fotoprotetores agita o mercado
Legislação - 07/12/2009

                          
                     Marcas com indicção de proteção UVA na embalagem

                               
                                      mas Legislação não exige
                    

A despeito das matérias publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde de primeiro de Dezembro que geraram polêmica durante toda a semana no mercado de cosméticos, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - Pro Teste - divulgou seus métodos de avaliação de dez produtos FPS30 do mercado analisados pela entidade:

Rotulagem – Verificamos se os rótulos tinham todas as informações que julgamos importantes para os consumidores.

Composição – Verificamos se os produtos apresentam benzophenone-
3, um ingrediente proibido em outros países, por apresentar esterogenicidade, entrar na circulação sanguínea e ser potencialmente cancerígeno.

Irritabilidade – Por meio de um painel de usuárias, verificamos se os produtos causam algum tipo de irritação.

Hidratação – Verificamos se há aumento da hidratação da pele após duas, quatro e seis horas do uso dos protetores.

Proteção – Por meio de aparelhos, medimos a proteção (FPS) UVA e UVB proporcionada pelos protetores.

Resistência – Medimos a fotoestabilidade dos produtos para verificar se eles são estáveis nas condições reais de uso, ou seja, durante a exposição solar. Medimos o FPS antes e depois da exposição do produto à radiação solar e ao calor de 40oC por uma hora. Verificamos também se eles resistem a um mergulho: medimos o FPS antes e depois da imersão em água a 22oC por 30 minutos.


A matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo informa que, de acordo com a análise realizada pela Pro Teste com produtos com FPS 30 (fator de proteção aos raios UVB), para peles sensíveis, cinco das dez principais marcas de protetor solar em loção vendidas no País não são eficazes - dois produtos não são resistentes à água e quatro não bloqueiam raios UVA.

Os resultados apontados pela matéria são graves: poriam em risco a segurança do consumidor e em cheque a credibilidade de dez marcas, entre nacionais e internacionais que atuam no mercado, além de colocar em cheque a própria credibilidade da Anvisa – Agência Nacional de  Vigilância Sanitária.

A Pro Teste é uma associação civil sem fins lucrativos e tem 200 mil associados, integra o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) e é filiada à Euroconsumers e à Consumers International, organizações mundiais de defesa do consumidor, mas  a entidade causou polêmica ao apontar deficiências de produtos e empresas  se abstendo em esclarecer sua metodologia e de informar o laboratório responsável pela análise. A razão alegada foi a de “questões contratuais e para não comprometer as pesquisas”.

Num momento em a população brasileira, a custa de muita campanha governamental e empresarial  se concientiza da importância de se proteger contra o câncer de pele pela exposição indevida ou sem qualquer proteção, a pesquisa da Pro Teste acaba confundindo o  consumidor. Uma das empresas avaliadas pela avaliação da Pro Teste, a L´Oreal, teve um dos dois produtos aprovados (L’Oréal Solar Expertise e  Cenoura & Bronze) e um outro reprovado  (Anthelios Helioblock FPS 30).


Em resposta, a empresa questiona o teste: “o método utilizado pelo Pro Teste nunca foi validado. A L’Oréal utiliza metodologia validada que atesta  a fotoestabilidade de todos os seus protetores solares, Anthelios Helioblock FPS 30 pode comprovar sua eficácia  através de 21 estudos científicos”, informa a empresa.

Reconhecimento dos testes

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBG) afirma em nota que desconhece a metodologia utilizada pela Pro Teste Consumidores que coloca em dúvida a formulação e a eficiência de alguns protetores solares comercializados no Brasil. Afirma ainda esse teste não foi submetido à sua análise e que a tabela utilizada pelos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, em suas respectivas matérias repercutindo o assunto , não é de autoria da SBD.

A maior empresa de cosméticos brasileira Natura, citada na matéria por ter seu produto Fotoequilíbrio reprovado na avaliação informa que consultou os mais renomados laboratórios brasileiros, e estes informaram não terem realizado o teste da Pro Teste. A empresa afirma que “não tem idéia de como a pesquisa publicada foi realizada, qual seu rigor ou mesmo quais laboratórios conduziram os testes que teriam sido patrocinados pela entidade Pro Teste”.

A Natura ressalta que o custo internacional para testes consistentes com produtos como fotoprotetores têm custo superior a US$ 15 mil e questiona: “A entidade que afirma ter avaliado dez produtos tem como comprovar investimento de US$ 150 mil nos testes?”

Outro ponto controverso é que a coordenadora institucional da Pro Teste Maria Inês Dolci, citada na matéria do Jornal da Tarde, afirma que os fabricantes receberam o documento da Pro Teste e pelo menos quatro empresas citadas na matéria informaram ao cosméticos br que não receberam documento algum.

A Johnson & Johnson informa que a empresa não tem conhecimento, nem mesmo acesso às metodologias utilizadas na pesquisa.

A marca La Roche-Posay (L´Oreal) que, de acordo com a empresa é recomendada e reconhecida por mais de 25mil dermatologistas no mundo inteiro, foi reprovada na avaliação.

“Nunca fomos notificados pela Pro Teste sobre este teste e não conhecemos os métodos de avaliação utilizados pela entidade”, declara a Natura.

A BDF NIVEA informa que “não teve acesso ao teor do estudo na íntegra, razão pela qual não é possível mensurar, em profundidade, detalhes sobre a metodologia e resultado do mesmo”.


Uso de benzophenone-3

A matéria publicada questiona também o uso de benzophenone-3, ingrediente que já é proibido em outros países, por ser potencialmente cancerígeno. A Avon mencionada na matéria, em relação ao seu produto Avon Sun FPS 30 se manifesta da seguinte forma: “o ingrediente benzophenone-3 consta na Lista Permitida de Fotoprotetores Solares para a pele (RDC 47, de 16 de março de 2006). A concentração utilizada nos produtos de Avon Sun está de acordo com a Legislação de órgãos respeitados como a Anvisa, FDA (Food and Drug Administration) dos  EUA e a Colipa (The European Cosmetics Association” – da Comunidade Européia. No Brasil, é permitida a concentração de até 10%”.

A Natura informa que “todas as matérias-primas utilizadas pela empresa na fabricação de seus fotoprotetores são consideradas seguras e aprovadas pelos órgãos regulamentadores nacionais e internacionais, desde a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) à SCCP (Comunidade Científica Européia)”. A Nívea diz que seu produto Nivea Sun Solar Protetora FPS 30 atende, integralmente, a todas as exigências da Resolução RDC 237 da Anvisa, que regulamenta a fabricação de protetores solares e que o produto segue protocolos internacionalmente validados, que normatizam a atuação dos fabricantes de cosméticos. E a Johnson, que Sundown ® conta com um histórico de segurança e eficácia de mais de 25 anos e somente utiliza ingredientes que são igualmente avaliados e regulamentados como seguros e eficazes por agências de vigilância sanitária nacionais como a Anvisa e internacionais, como o e a Colipa.

Fotoestabilidade

No teste de fotoinstabilidade, no qual o FPS dos produtos foi medido antes e depois da exposição a uma temperatura de 40 graus, com 5 marcas reprovadas (Avon, Hélioblock, Nivea, Banana Boat e Sundown). A Avon informa que  garante a segurança e eficácia de todos os produtos desenvolvidos e comercializados, realizando os testes necessários e aprovados pelas entidades que regulam a indústria cosmética, nos mais de 100 países em que atua. A Nívea que sua NIVEA SUN Loção Solar Protetora FPS 30 segue protocolos internacionalmente validados e que normatizam a atuação dos fabricantes de cosméticos, tendo sido submetido e aprovado em testes realizados pela Anvisa estando em plena conformidade com a legislação vigente no Brasil.


Baixa proteção UVA

Outra das questões abordadas pelo Pró-Teste atenta para o fato da obrigatoriedade de o fator de proteção UVA (cujos raios atingem as camadas mais profundas da pele, causando envelhecimento precoce) ser no mínimo um terço do FPS do produto, assim como ocorre na Europa, mas a legislação brasileira não exigir um mínimo. Sendo assim, segundo o resultado dos testes da Pro Teste, “quatro dos protetores têm baixa proteção UVA, E cinco deles não são resistentes à luz e ao calor, perdendo a eficiência”.

Atualmente, no Brasil, ainda não há realmente uma legislação para padronização da indicação do Fator de Proteção UVA. O que a Resolução de 22 de agosto de 2002, obriga são os dizeres “a exposição aos raios UV aumenta o risco de câncer de pele, envelhecimento precoce e outros danos cutâneos” e  “É importante reduzir o tempo de exposição aos raios UV, utilizando roupas protetoras e filtros solares” não são obrigatórios na rotulagem e essa obrigatoriedade é cumprida pelas empresas. Entretanto, três marcas do mercado mencionam o fator de proteção UVA: (Natura Fotoequilíbrio, com 90%, Cenoura e Bronze, 95% e L´Oreal com a indicação UVA+++).

A Avon disse que, de acordo com a Resolução RDC 237 da Anvisa não há o direcionamento e a obrigatoriedade de mencionar na rotulagem a indicação do Fator de Proteção UVA, mas que seu protetor é eficaz contra a radiação.

A Johnson informa que cada produto da linha Sundown® é submetido a uma bateria de testes e só é comercializado se comprovar eficácia na determinação de fator de proteção, resistência a água, determinação de proteção UVA e fotoestabilidade, de acordo com protocolos definidos pela Anvisa, FDA, Colipa e comunidade científica, o que garante a excelência da proteção dos produtos.
A Natura informa que testa seus produtos segundo a metodologia Australiana (AS/NZS 2604:1998), que é reconhecida internacionalmente e aprovada na Anvisa. Esta metodologia justifica a descrição de 90% de proteção UVA na rotulagem dos produtos. Não há qualquer determinação legal ou mesmo recomendação para uso de outra metodologia.

De acordo com a L´Óreal todas as embalagens da linha Anthelios Helioblock® comercializadas no Brasil constam a indicação do índice UVA e o símbolo  UVA o que mostra que todos os protetores solares da linha têm um índice de proteção mínimo de um terço de sua proteção UVB.

Avaliação de produtos depois de expostos à água

A eficiência dos produtos depois de expostos à água também foi avaliada e a Pro Teste informa que após imersão por meia hora, a resistência do Natura caiu para 30% do FPS inicial e a do Sundown para 55% da proteção indicada na embalagem.

A Natura rebate a acusação esclarecendo que todos os produtos da Linha Fotoequilíbrio são testados conforme a metodologia européia (Colipa, 1994), que é reconhecida pela Anvisa e pela União Européia. Segundo esta metodologia, os produtos são aprovados mediante teste que avalia o FPS após 2 horas de imersão na água.

Finalmente, a Abihpec - Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmética posiciona que todas as empresas mencionadas são suas filiadas e têm as fórmulas dos seus produtos aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa. 

A entidade enfatiza que as orientações e recomendações descritas nos rótulos das nossas associadas resultam de estudos reconhecidos pela comunidade científica internacional, o que garante a eficácia e as proteções prometidas pelos produtos.

 
 
   
 
Voltar à lista Voltar à front page
 
Busca em Notícias
  Palavra-chave        
 
 
 
  Notícias  
  Beauty Fair fecha R$338 mil em negócios
Nacional - 02/09/2010

Empresários chineses vão instalar fábrica de cosméticos no TO
Nacional - 02/09/2010

Rally dos Sertões agora é marca de xampu
Nacional - 02/09/2010

Mercados em desenvolvimento para impulsionar o crescimento global em sabores e aromas
Mercados - 02/09/2010

Sustentabilidade sem diferenças comerciais é a meta da P & G
Responsabilidade Social - 02/09/2010

 
  Entrevistas
 
  HairSize – Fabiana Godim – diretora da Hairsize: “..as marcas têm que entender que precisam ajudar o salão a gerir o seu negócio..”
06/09/2010

Anna Chaia, Presidente da L’Occitane no Brasil: “Queremos que o Brasil seja o nosso segundo mercado”
12/08/2010

Joel Palix, Presidente da Clarins e de Thierry Mugler: “Desconfio sempre do sucesso imediato. É ótimo que algumas poucas mulheres descubram a fragrância e a divulguem boca a boca”
02/08/2010

 
  Matérias  
  Beauty Fair se firma como grande espetáculo do mercado da beleza
Nacional - 30/08/2010

Procter investe no crescimento de suas marcas no país
Mercados - 23/08/2010

As sombras avançam no olhar feminino
Mercados - 09/08/2010

 

Envie-nos seu e-mail com comentários, críticas e sugestões.