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Os produtos de higiene pessoal, beleza e cosméticos infantis estão crescendo no Brasil. De acordo com a consultoria Euromonitor, o segmento, que teve vendas anuais de R$ 2,7 bilhões em 2011, atingiu os R$ 3,9 bilhões em 2016, um crescimento de 45,6% em cinco anos (sem incluir fraldas descartáveis, que estão em outro segmento). O consumo permaneceu em alta mesmo nos últimos dois anos, de crise, informou a Abihpec – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos.

“Um dos principais destaques do período foram os produtos para cabelo, que representam um terço do setor e cresceram 83,% desde 2011”, comenta o responsável pela área de Inteligência de Mercado da Associação Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), Daniel de Oliveira.

Porém, de acordo com a associação, o acesso a estes itens poderia ser ainda maior se os fabricantes não tivessem que enfrentar desafios burocráticos para colocar os produtos à venda. “A imprevisibilidade de prazo para lançamento dos produtos atrapalha o planejamento das indústrias, desestimulando investimentos”, analisa a gerente de Assuntos Regulatórios da Abihpec, Renata Amaral.

O principal problema, entretanto, aponta a gerente, é o do processo de regularização sanitária, que consome em média seis meses para a aprovação de produtos novos e mais tempo para pequenas alterações de rotulagem.