A cada hora, a Amazônia perde uma área verde do tamanho de 20 campos de futebol. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), esse foi o ritmo do desmatamento registrado em maio passado nas Unidades de Conservação federais, que são áreas protegidas por lei.

Para reforçar a importância da biodiversidade nacional e do desenvolvimento sustentável da Amazônia, a Natura divulgou hoje, Dia do Meio Ambiente dados inéditos do Programa Natura Amazônia de Conservação da Floresta.

Como parte integrante de uma rede atuante na região, a Natura contribui para a conservação de 1,8 milhão de hectares na Amazônia, área equivalente a 12 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. O dado é resultado da reformulação da metodologia que calcula a área total conservada, antes de 257 mil hectares. Esse número compreendia a área de atuação com as cadeias da sociobiodiversidade de relacionamento direto com a Natura para compra de insumos. Agora, ele também incorpora outras áreas onde a Natura desenvolve iniciativas que geram impacto positivo para a conservação. A fonte de dados passou a utilizar informações anuais atualizadas pelo projeto Prodes-INPE que realiza o mapeamento via satélite do desmatamento na Amazônia Legal.

Esse trabalho de conservação é realizado em parceria com organizações não governamentais e governamentais – em especial aos órgãos gestores a empresa atua em parceria com Unidades de Conservação de Uso Sustentável, como SEMA-AP (Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá), ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), SEMAS-AM (Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas) – além das comunidades agroextrativistas e organizações sociais da região.

“Acreditamos que uma marca de beleza deve fazer de tudo para deixar o mundo mais bonito e isso envolve o esforço de fazer uma floresta ficar maior, e não menor”, Andrea Alvares, vice-presidente de Marketing, Inovação e Sustentabilidade da Natura.
A empresa desenvolve negócios que geram e compartilham valor com uma rede de 5,6 mil famílias de comunidades fornecedoras, contribuindo para o desenvolvimento de alternativas econômicas sustentáveis e inclusivas na região. São 81% da região Amazônica – de comunidades no Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Rondônia (veja no mapa).

A partir do acesso ao patrimônio genético e do conhecimento tradicional das comunidades, a empresa compra insumos, reparte benefícios a reverte uma porcentagem da venda de produtos com ingredientes da biodiversidade brasileira em apoio a iniciativas que geram impactos socioambientais.

Ao todo, são mais de 90 contratos de repartição de benefícios. Em 2018, o investimento da Natura foi de R$ 18,7 milhões em projetos de conservação ambiental como ações de apoio à educação, infraestrutura de unidades de beneficiamento, fortalecimento institucional, entre outras. A empresa também apoia a educação no campo e na floresta, a articulação de redes territoriais – como o Território Médio Juruá e a Rede Jirau de Agroecologia, no Baixo Tocantins – e o empreendedorismo comunitário.
Através do projeto Insetting carbono, primeiro no país, a empresa remunera pequenos agricultores da comunidade Reca – Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado pelo serviço de conservação ambiental, estimulando-os a manterem a Amazônia conservada.

O projeto Dendê, de cultivo de palma em modelo agroflorestal, combina o cultivo da planta com outras culturas, como cacau, açaí e andiroba.

Como forma de garantir o comércio ético e justo, de acordo com a empresa, a cadeia da sociobiodiversidade passa por auditorias anuais e cumpre critérios do Biocomércio Ético, o que inclui a rastreabilidade de todos os insumos garantidos nas comunidades. Esse comprometimento trouxe à Natura a certificação internacional da UEBT (União para o BioComércio Ético) para os produtos da linha Ekos. O selo atesta a sustentabilidade da cadeia de fornecimento de todos os ingredientes naturais da linha, reforçando o compromisso com o comércio justo, a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento social, decorrentes de relacionamentos de confiança com os fornecedores.