A Natura anunciou os resultados do segundo trimestre de 2017. No período, a receita bruta consolidada da empresa foi de R$ 2.801,6 milhões (-0,5% vs. 2T16). O EBITDA consolidado foi de R$ 298,6 milhões (-13,4% vs. 2T16) e o lucro líquido, de R$ 163,5 milhões (+79,8% vs. 2T16), registrando um aumento de R$ 72,6 milhões. A geração de caixa livre foi de R$ 225,5 milhões, contra R$ 96,3 milhões no 2T16.

O resultado consolidado do 2T17 foi impactado pelos custos de aquisição da The Body Shop , que era controlada pela francesa L’Oreal. A operação, anunciada em junho, foi aprovada sem restrições ontem pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade.

No Brasil, a receita bruta do segundo trimestre de 2017 da empresa retraiu 3,0% sobre o mesmo período do ano anterior, considerando fatores externos, como o consumo ainda retraído (afetado pelo contexto macroeconômico, com impacto sobre a inadimplência) e um mês de abril com menos dias úteis. Em relação a fatores internos, o ajuste do calendário comercial, que antecipou a “Campanha de Dia das Mães”, e o início do novo modelo de Venda por Relações, que trouxe ajustes ao canal de venda direta foram fatores relevantes para tal retração.

A forte geração de caixa de R$ 225,5 milhões (R$ 96,3 milhões no 2T16) foi impulsionada pelo maior lucro líquido e pela redução do capital de giro, em função principalmente da gestão mais eficiente de contas a pagar e do rigoroso controle dos estoques e dos recebíveis. A empresa investiu 7,4% a mais investimentos em marketing e vendas.

De acordo com a empresa, o consumo ainda retraído afetou as vendas do trimestre, além de um mês de abril com menos dias úteis.

Na América Latina, o segundo trimestre de 2017 trouxe um crescimento de 15,6% da receita bruta da Natura, em moeda local e 3% de crescimento na receita bruta em BRL, resultado da valorização da moeda brasileira sobre a cesta de moedas da região. Em termos reais, um crescimento robusto na região.

A marca Aesop, por sua vez, reportou um forte crescimento de 30,6% em AUD, impulsionado pelo aumento das vendas mesmas lojas de 12% e pela inauguração de 33 lojas exclusivas. Em BRL, o crescimento foi de 20,3%, em função da valorização da moeda brasileira no período.

O EBITDA consolidado sem os custos de aquisição foi de R$ 334,3 milhões no 2T17, 3,0% menor que o do 2T16.

No primeiro semestre de 2017, a receita bruta consolidada da empresa foi de R$ 5.197,5 milhões, com crescimento de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a receita líquida foi de R$ 3.754,4 milhões (+1,1% sobre o 1S16). O EBITDA foi de R$ 663,2 milhões, 18,1% maior do que no primeiro semestre de 2016, enquanto o lucro líquido foi de R$ 352,5 milhões, acréscimo de R$ 330,7 milhões sobre o ano anterior.