Ser natural é muito mais complicado que parece, os delegados que participaram da Conferência SCS (Sociedade para Estudos Cooperativos) em Maio descobriram isso.

A conferência da SCS deste ano teve uma aproximação um pouco diferente dos anos anteriores.

Karl Lintner (Sederma) falou sobre o esclarecimento de pensamentos no assunto da língua e seus emprego incorreto com um pano de fundo de imagens de beleza, muitas delas de belezas naturais mas algumas delas de belezas feitas pelo homem e também de beleza inegável.
“O público vê ‘química agressiva e ‘natureza benéfica,” ele disse, mas esta maneira é simplista demais. “Em um extremo, natural é apenas o que você encontra na natureza que não tem intervenção humana, e chá não é natural como uma vaca não se encontraria em estado natural. No outro extremo tudo é natural como o petróleo (óleo de rocha) não é nada mais que biomassa transformada.” O oposto de natural é não-natural ou supernatural, disse Lintner.

“Então porque se incomodar com 100% natural?” ele perguntou. “O consumidor o quer apenas porque lhe foi dito por uma imprensa frenética que isto é o que deve ser desejado. O consumidor não tem o conhecimento ou educação para fazer um julgamento dos benefícios ou perigos do natural versus químico. Desafio qualquer pessoa a mostrar diferenças significantes entre três tipos de glicerina (planta, mineral e sintética, por exemplo, petroquímico). Desde que as especificações farmacopeicas sejam respeitadas, porque devemos nos preocupar de onde a glicerina vem”?
“Antes de cairmos na armadilha de 100% natural, deveríamos pensar em que língua, que mensagem queremos empregar para os cosméticos de amanhã”. Se cairmos na armadilha de oposto à química, não haverá retorno e o escopo da inovação será drasticamente reduzido, disse Lintner, no campeonato entre racionalismo sobre a emoção. Química natural? “Química é natural,” ele disse.

Regras & regulamentos

Um tema recorrente nos três dias da conferência foi o problema do trabalho dentro de uma estrutura onde termos eram não legais ou mesmo propriamente definidos. Jan Janichen (Dr Straetmans) resumiu os problemas causados pela preocupação crescente dos consumidores resultando numa rápida taxa  crescimento no mercado de produtos cosméticos naturais e orgânicos. Ele disse que o conhecimento limitado de formuladores e comportamento não ético leva a produtos que alardeiam ser naturais mas feitos com ingredientes convencionais. Porque não há definição oficial para cosméticos naturais ou orgânicos, o conhecimento limitado dos consumidores torna fácil jogar com pretensões naturais como uma ferramenta de marketing sem esforços de formulação correspondentes.

Enquanto há uma preocupação crescente do consumidor e interesse em naturais e orgânicos, o mesmo não pode ser dito de definições para estes termos e muito dos problemas relatados para a definição e percepção do que é efetivamente natural. Existem ainda questões relativas à motivação para os próprios esforços de certificação e rotulagem.

Existem muitas organizações procurando estabelecer regras, “e é no interesse da indústria natural e orgânica para definir regras antes do governo estabelecê-las”, disse Janichen. “Não queremos terminar com o modelo de situação do REACH.” Dos esquemas atualmente disponíveis, ele vê o BDIH, Ecocert e a Associação do Solo como os mais importantes, embora ele disse, com o Ecocert parece haver uma falta de entendimento das conversões químicas. “Pode ser esperado que com as regulamentações européias, cosméticos naturais e orgânicos como os conhecemos não existirão mais,” ele acrescentou.

“Vamos ficar num beco sem saída levados pelo marketing, e este setor poderia perder toda a credibilidade se nós não formos cuidadosos”, comentou o organizador da conferência Tony Dweck. “Precisamos persuadir o marketing ou tudo isso vai aumentar ainda mais. Porque não gastamos nosso tempo explicando o que nossos produtos fazem em vez de o que eles não possuem? Temos que por nossos pés no chão ou não teremos uma indústria em 20 anos.”

Paul Wilkes (Body Shop) examinou os aspectos legais atuais dos ingredientes naturais. Henna e óleo da árvore de chá usados como exemplos do tratamento regulatório de naturais, que são basicamente vistos da mesma forma que os sintéticos. “Atualmente vendemos henna, mas provavelmente não o faremos em um ano; se ela não estiver numa lista positiva, nenhum assessor de segurança vai colocá-la”, disse Wilkes. E seguindo o envolvimento da SCCP com o óleo da árvore de chá, provavelmente o melhor que podemos esperar é um limite de 1% na lavagem de produtos, e no pior dos casos ele o será.

Wilkes também deu detalhes do REACH, o objetivo do qual é unificar a legislação de químicos, consolidando mais de 40 peças individuais da legislação da  UE e mudando a responsabilidade para a indústria por avaliação de segurança.

Na questão das convenções nominando plantas, materiais derivados de plantas são conhecidos como botânicos, disse Wilkes. Em geral, estes ingredientes não têm suportado modificações químicas e incluem ingredientes derivados de plantas tais como extratos, sucos, águas, destilados, pós, óleos, insaponificáveis etc. Com os nomes INCI da UE, os derivados químicos de botânicos seguem as regras da nomenclatura para químicos (por exemplo cocoglycerídeos, hidrogenados óleo de rícino, ácido de palma hidrogenado, ácido de oliváceo, álcool de palma, óleo de sulfato de oliva). Os nomes do  INCI para extratos representam o ‘material extraído’ e não incluem referência para a extração de solventes e /ou outros diluentes que possam estar presentes nestes materiais.

De acordo com a Convenção:
• Espécies de plantas  Linné nome + extrato = planta integral
• Espécies de plantas nome + extrato da folha = extrato de parte nomeada da planta

Entretanto, Wilkes disse que há um movimento geral para nomeação mais precisa de ingredientes derivados de planta.

Uma outra parte da legislação, que foi razoavelmente nova para a maiorisa dos delegados, é a Diretiva Herbal, como explicado por Cuross Bakhtiar (da Harley Street Cosmetics). Um produto da medicina herbal é definido como “qualquer produto medicinal, contendo exclusivamente como ative ingredientes uma ou mais substâncias herbais ou uma ou mais preparações herbais, ou uma ou mais tal como substância herbal na combinação com uma ou mais tais com preparações herbais”. Mas a classificação de produtos é uma competência nacional. Substâncias herbais são definidas como “principalmente o conjunto, fragmentado ou cortado, plantas ou partes de plantas , algas, fungos, líquen, num estado improcedente, geralmente em forma seca mas algumas vezes fresca. Há certos exudados que não tem sido sujeitos a um tratamento especifico também são considerados substâncias herbais. Substâncias herbais são precisamente definidas por parte da planta usada e o nome botânico de acordo com o sistema binomial [gênero, espécie, variedade, e autor]”. E preparações herbais são definidas como “preparações obtidas pela sujeição de substâncias herbais a tratamento, tais como extração, destilação, expressão, fracionação, purificação, concentração ou fermentação. Isto inclui substâncias cominutas ou em pó,  substâncias herbais, tinturas, extratos, óleos essenciais, sucos espremidos e exudados processados”.


Substâncias herbais ou preparações, e particularmente combinações, tem herdado complexidades hereditárias, incluindo possíveis adulterações, contaminação e variabilidade. A diretiva fornece uma estrutura comum para segurança, qualidade, eficácia (uso tradicional) e informação patente. As linhas gerais são razoavelmente complexas, mas “se voc~e estiver usando herbais, você tem que começar a pensar sobre registro,” disse Bakhtiar.
Martin Adams (da Adams, Wilson & Associates), estava preocupado quanto a segurança e sugeriu que antes de usar qualquer material natural três questões fundamentais devem ser propostas:

1. Esta substância é segura naquela concentração?
2. Esta substância está completamente submissa quanto as regulamentações de segurança cosmética?

3. misturando-a numa formulação torna o produto, ou o natural, nocivo?
Adams considerou os benefícios e efeitos colaterais de vários ingredientes naturais e resumindo disse que embora empresas precisem de vendas interessantes, para a maioria dos produtos cosméticos aquisições repetidas realmente constroem o sucesso da marca. A coisa mais importante a ser lembrada quando consideramos os naturais é primeiro não fazer mal, ele disse.

O foco no ingrediente

Uma dificuldade na formulação de produtos naturais é como colori-los naturalmente e duas possibilidades foram sugeridas na conferência. Fabienne Boukobza descreveu uma marca estrangeira de alimento natural colorificado que também serve para aplicação cosmética. Uma tabela utilizável foi apresentada mostrando cores naturais, suas fontes e a linha do pH em que eles devem permanecer estáveis, mas delegados foram avisados que interações com outros ingredientes poderiam afetar a estabilidade da cor.
Um outro método para coloração natural é usar argilas naturais, como descritas por John Lofthouse (Lake Life Sciences). Estas argilas são de cores diferentes dependendo da origem e composição metal. Os íons metais não apenas dão conhecimento de cor à argila, mas dizem, também oferecem propriedades terapêuticas se usadas em máscaras para o rosto e outros tratamentos de beleza. (Veja nossa matéria sobre argilas termais coloridas)

Bob Hefford (Independent Cosmetic Advice Ltd) também ficou interessado em coloração natural mas para cabelos em vez de produtos. Ele disse estar nervoso porque como químico colorista de cabelos está rodeado de fanáticos por naturais. Hefford nomeou cinco materiais frequentemente encontrados em composições para coloração natural de cabelos, são elas:

Lawsonia inermis – Henna, laranja avermelhado, mas a Opinião do SCCP é que ela não é própria para uso como tinta de cabelo em um sistema não oxidante ou para qualquer outro uso cosmético.
Indigofera tinctoria – Indigo, azul/violeta; sob revisão ela SCCP
Acacia catechu -Taninos, marrom
Rubia cardifolia – Amora Indiana -Madder, vermelho
Emblica officinalis – Groselha -Amla, marrom moderado

Hefford disse que uma aproximação, que talvez seja chamada de natural, é o uso de Íons de metal, e ele acredita que estes desempenharam um papel no começo das formulações em tinturas de cabelo, mas, por causa das dificuldades que eles causam quando os cabelos têm permanentes, eles estão sendo agora cuidadosamente eliminados dos modernos tratamentos de cabelos. Em resumo, ele declarou que tinturas baseadas em plantas são menos efetivas que as sintéticas e o fato de não conseguirem clarear efetivamente as cores dos cabelos é um fator chave. Entretanto, se ações regulatórias forem tomadas contra os diaminos aromáticos que tintas baseadas em plantas podem ter um grande futuro. Elas precisam ser mais bem compreendidas e sua toxicologia é importante.

Há muitos óleos naturais, gorduras e ceras disponíveis, mas para usá-las num produto cosmético elas geralmente precisam ser emulsificadas. Dr  Janichen, do Straetmans, descreveu os atributos necessários de um emulsificante sustentando ser natural e como tais materiais podem ser criados a partir de blocos construtores naturais. Emulsificantes são moléculas amfifílicas contendo uma parte polar hidrofílica e uma parte não polar lipofílica. A parte não polar pode ser obtida de óleos naturais e a parte polar de fonts de água natural solúvel tais como ácidos lático e cítrico, glutamato e ácido fosfórico, que são usados para moléculas aniônicas; e de sucrose, glucose e glicerina para formar surfatantes não iônicos. Exemplos de emulsificadores não iônicos foram dados como poligliceril-10 lauriato, poligliceril-3 estearato e poligliceril-3 poliricinoleato. Emulsificadores aniônicos foram representados pelos latilatos acyl, glutmatos acyl e fosfatos alkyl. De acordo com Janichen, normas de cosmético natural permitem certos tratamentos químicos e físicos para desmontar matérias primas naturais, modificar ou purificar os blocos construtores obtidos e rejuntá-los para criar moléculas funcionais.

Agnés le Fur (Lucas Meyer) introduziu fosfolipídios, uma série de emulsificadores naturais incluindo versões hidrogenadas e não hidrogenadas baseadas na lecitina extraída da soja. Eles são usados geralmente como co-emulsificadores e têm propriedades adicionais tais como formadores de filme, hidratante e a habilidade de formar sistemas de entrega de lipossomos. Eles formam uma rede de gel lamelar e então promovem estabilidade extra para sistemas de emulsão e são conhecidos por serem muito amigáveis à pele. Descritos como uma alternativa verde para produtos de limpeza pessoal Iris Hütter (Cognis) introduziu Plantapon SF. Esta é uma mistura de sódio cocoamphoacetato com glicerina, lauril glucoside, glutamato cocoyl de sódio e glucose de lauril de sódio, carboxilato de lauril de glucose e dizem ser adequados para aqueles que requerem sistemas surfatantes sem etoxylatos, sulfatos de alkyl  e betainos dizem que são exceptionalmente suaves.

Surfatantes multifuncionais de origem natural foram matéria de apresentação de Dil Sarker (Chemlink-Sinerga), que descreveu derivados de ácido abiético e ácido undecilênico. Undecilênico é um ácido graxo monosaturado carbono11, encontrado naturalmente no corpo em suor, mas comercialmente produzido a partir de óleo de fava de rícino. É usado para produzir químicos aromáticos e uma variedade de componentes usados como bactericidas, fungicidas e spray de insetos. PEG mono undecilenatos e sulfatos de undecil mostram excelentes propriedades surfatantes. Ácido undecilênico etoxilado aponta promessa como um emulsificador que pode também substituir alguns biocidas em cosméticos.

O ácido undecilênico e seus sabonetes de zinco são usados como fungicidas na medicina e agricultura e seus etanolamidos e seus sulfosuccinantes são usados como aditivos anticaspa, e bactericidas em xampus e outros cosméticos. Ácido abiético  é um componente principal do bálsamo do Canadá e se constitui a porção mais sólida do óleo resina das árvores de conífera. Óleo de Tall, um bi-produto da indústria de polpa de madeira e consiste de partes quase iguais de ácidos graxos, principalmente oléico e linoléico, e uma série de ácidos isoprenóidicos cíclicos como ácido abiético junto com alguns triterpenos. Pode ser usado para criar proteína de soja hidrolisada abietoyl de potássio e as propriedades dele e da proteína de soja hidrolisada undecilenoil  potássio torna-os utilizáveis em xampus para cabelos oleosos e cabelos com caspa.

Mudando para os ingredientes ativos de origem natural, Barbara Brockway (CRN International) apresentou óleo de oliva como provavelmente o primeiro ingrediente cosmético e dito que registros mostram que os Espartanos usavam óleo de oliva para ungir a si mesmos enquanto faziam exercícios no ginásio, uma prática com intenção de erotizar e destacar a beleza do corpo masculino. O óleo tem propriedades antiinflamatórias, provavelmente por causa das folhas de oliva contendo luteolina, um antioxidante e vaso-dilator com propriedades antiinflamatórias. A fruta de oliva contém aproximadamente 15-20% de óleo de oliva,

30-60% água, com fibra, açúcares e proteínas fazendo o equilíbrio. A polpa contém 96-98% de óleo, enquanto a semente contém apenas 2-4% de óleo. O óleo é principalmente triglicéride e pequenas quantidades livres de ácidos graxos, glicerol, pigmentos, componentes de aroma, esteróis, tocoferóis, fenóis e componentes de resinas não identificadas. Muitos ingredientes ativos tem sido isolados de fruta, a maioria dos quais tem propriedades antioxidantes e antiinflamatórias e dois ativos são encontrados no óleo – apigenin e catechol – mais um conteúdo significante de esqualeno como parte da fração unsaponificável.

Ruth Boner (Paroxite-Greentech) também apresentou um óleo com benefícios comprovados para a pele, que embora conhecido por ter sido usado no Peru por muitos séculos, foi introduzido apenas recentemente no mundo ocidental. Chamado de Inca inchi [INCI: óleo de semente de Plukenetia volubilis, ele tem capacidade de ácido graxo não saturado de 90%, feito de ácido oléico (C18:1), 8 – 10 %; ácido linoleico (C18:2), 
30 – 40 % e alfa ácido linolênico (C18:3), 45 – 55 %. O óleo é conhecido por capturar radicais livres e proteger estruturas celulares contra a oxidação; ter propriedades calmantes e antiinflamatórias e melhorar a micro circulação e capacidade de hidratação da pele. Resultado de testes para uma emulsão contendo 5% de óleo Inca inchi mostra significante melhora na capacidade de hidratação da pele e suplemento da pele.

Anne-Francoise Clay (ISP Vincience), descreveu alguns ingredientes antiidade derivados de fontes botânicas incluindo: Signalina obtido por um processo de  bioconversão estereo-especifica da jojoba e do óleo de oliva; Thimofitano, um extrato de arroz; e Fitoquintescina, um extrato de einkorn, um tipo de trigo. Ingredientes antiidade foram também o foco da apresentação de Caroline Recardo (Gattefosse UK) que descreveu:
A expressão  Gatulina baseada na Acmella oleracea extrato para um efeito de hidratação instantânea; Gatulina RC baseada no extrato do broto de Fagus sylvatica com atividade hidratante e anti rugas; e Hema’Tîte, uma solução de óxido férrico extraído do minério de ferro e um auxiliador da síntese do colágeno.

Frank Gafner (Alpaflor-Pentapharm) descreveu o cultivo e propriedades do Edelweiss ou Leontopodium alpinum, a flor nacional da Suíça. Entre os muitos ativos isolados da planta e flor está o ácido leontopódico, que mostra forte atividade antioxidante e expelidora de radical. O ácido leontopódico ocorre apenas em partes aéreas da planta, que são expostas ao UV. Acredita-se que o ácido leontopódico seja um filtro UV para a Edelweiss. Rahn é um outro fornecedor de ingrediente sediado na Suíça e Andrew Goodwin decreveram seus mais recentes ativos, que são baseados no produto de bio-fermentação derivado da Chlorella vulgaris, uma micro alga e proteínas extraídas das flores de lupin branca. Em combinação estes são ditos auxiliar a atividade celular da pele e outros ativos são adicionados para prover produtos com hidratação, anti-celulite e propriedades de proteção da célula, e a adição do extrato da casca de Garcina mangostana e um hidrogel da semente de Pyrus cydonia deu uma recomendação ao produto por realçar o busto.

Adipocitos são células usadas pelo corpo para armazenar gordura e pode aumentar em sessenta vezes seu tamanho original. Elas dão o aspecto cheio à pele que é erdido com a idade. Acreditava-se que se pudesse ser encontrada uma maneira de estimular estas células então o método poderia ser usado para aumentar a forma dos seios e nádegas e melhorar o contorno da pele da face e mãos. Karl Lintner (Sederma) chamou isso de lipolifting não cirúrgico baseado em planta and propôs o uso do fitosterol sapogenino triterpenoide chamado de sarsasapogenin extraído da Anemarrhena asphodeloides. Conhecida por suas propriedades antiinflamatórias e antieczemas e é livre de atividade estrogênica hormonal.

Adipocitos também são responsáveis por celulite e vários materiais foram sugeridos para a sua redução, incluindo Scopariana (Codif), descrita por Francois Blanchard. A ela é apregoada a inibição de diferenciação dos adipócitos e de encorajar a síntese do colágeno assim a celulite é reduzida e a pele readquire firmeza e elasticidade. A base da Scopariana são dois extratos de alga do mar – Corallina officinalis e Crithmum maritimum, que dizem, estimula a entrega de beta-endorfinas pelos queratinócitos humano.
Ficando no mar como grande fonte de materiais naturais, Alexandre Batardiere (Biotech Marine) descreveu o ambiente hostil para as algas marinhas na costa Bretã, com seus 12m de elevação e queda da maré e mudanças na temperatura, leve penetração e um alto conteúdo de sal. As algas marinhas verdes habitam a linha de extensão inter-maré, algas marrons as áreas expostas às marés baixas e as algas vermelhas são encontradas em grandes profundidades. As algas verdes tem um  valioso elemento de capacidade  de rastro, rica em magnésio e potássio, e extratos dela são usados para hidratação. As algas são ricas em metais, tais como o ferro, e estimulam a micro circulação do sangue e as algas marrons dizem que são desentoxicantes e limpadoras.

Desenvolvimento sustentável

Um outro tema principal recorrente nos três dias foi a sustentabilidade, com pessoas dividindo suas experiências próprias de ir na direção de mais desenvolvimento da sustentabilidade.

Na França, a Alban Muller International está muito proximamente envolvida com a Cosmetic Valley (Alban Muller é o presidente) e seu programa ‘todo natural’. “Estamos tentando pensar em como ir adiante com os ingredientes naturais,” disse Muller. “A biodiversidade é a expressão da diversificação da vida em nosso planeta. É uma fonte vital, nossa segurança de vida. Estamos tentando preservá-la evitando causar danos irreversíveis ao meio ambiente, tanto para materiais quanto para processos”.O chamado é de uma mudança de percepção e de atitude. “Não é um caso de progresso resistente. É UM  caso de gerenciamento de nossa herança, preservando, mas também inovando usando ‘inteligência verde”, disse Muller.

A definição moderna de desenvolvimento sustentável foi dada como eixo de três pilares: desenvolvimento econômico, progresso social (respeitando o homem) e respeitando o ambiente. Muller delineou três níveis envolvidos na filosofia de desenvolvimento sustentável: gerenciamento (melhor fonte e gerenciamento de perda); concepção (eco-concepção – otimizando o acesso global de projetos); e apostas para o futuro (um acesso social de desenvolvimento sustentável, incluindo educação e treinamento).
Como exemplo Muller apresentou a orquídea Angraecum eburneum (var longicalcar). Esta foi colhida por Marcel Lecouffle em 1964 e tem sido multiplicada na França. Em Madagascar ela é uma espécie comprometida, mas poderia ser reintroduzida em seu país, se multiplicada por técnicas modernas.

E ficando ainda mais longe no campo, David Mitchell (S&D Aroma) discutiu a realização dos sonhos tanto da cadeia de fornecedores, mais especificamente no fornecimento de matérias primas para beneficiamento para cultivadores/produtores e consumidores. A S&D trabalha com produtos naturais no mundo, procurando particularmente oportunidades em feiras comerciais  e orgânicas. Estes são projetos a longo prazo que levam dois a três anos para estabelecerem-se no lugar e eles requerem o compromisso de empresas. A empresa está trabalhando com comunidades, procurando novas matérias primas que deverão ser do interesse e construindo um pacote de dados. Projetos incluídos um no Nepal onde a S&D está trabalhando com a FSE em produtos sem madeira e encontrou diversos óleos essenciais de plantas. O projeto inclui créditos de carbono para reflorestamento. Um outro exemplo é a África do Sul onde a empresa trabalhou num esquema por mais de dez anos que está produzindo agora gerânio rosa, bálsamo de limão e óleo de hortelã, orgânicos de uma pequena fazenda. Outros projetos incluem a Bulgária, Somália e Papua, na Nova Guiné.

O projeto Inca da Greentech inchi também foi apresentado como um bom exemplo de desenvolvimento sustentável, desta vez no Peru, com um trabalho voltado para objetivos de qualidade e economia social, ambiental.
“Através de pequenos passos estamos dirigindo alguns dos principais problemas do mundo hoje”,disse Mitchell. “Por favor, dêem justa consideração a produtos deste tipo de projeto quando considerarem novos materiais. Isto dá um pouco mais de trabalho mas quando você vê o desenvolvimento e desenvolvimento se tornando real é muito satisfatório.”
Há tanto mais ainda para ser natural que a maioria das pessoas pensam. E 100% natural é um pensamento hoje.