Em pesquisa Mudanças no Mercado Brasileiro 2013, realizada pela Nielsen, no Ranking de Competitividade Global, o Brasil tem potencial para se tornar mais competitivo. É o 48° colocado, num índice que varia de 1 a 7, com 4,4. O México aparece em seguida, com 4,36; a Índia 4,32; a Rússia 4, 4. Os BRICS no total aparecem com 4,42.

Relatório da Nilsen aponta uma constante melhoria no nível de vida do consumidor brasileiro, em que gastos terciários ganham espaço no bolso do consumidor.

Os fatores mais problemáticos para se realizar negócios no Brasil são: Regras fiscais, Falta de Infraestrutura; taxas de juros, burocracia governamental e leis trabalhistas.

O relatório aponta maior disponibilidade de crédito, possibilitando cada vez mais compras a médio e longo prazos, um aumento de 18.8% no crédito pessoal.

Enquanto as classes A+B ganha 45% (+7pp) em gastos terciários, a classe C ganha 29% (+3pp) e classe D+E ganha 20% (+6pp). E esse aumento de crédito resultou no maior endividamento do consumidor (44,5% renda AC em 12 meses em 2012) .

A renda domiciliar média da Classe C ficou em R$2658,00, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas, baseando-se em 4 habitantes por domicilio o que em geral é insuficiente para o mês.

Embora cestas cresçam quase 30% em 10 anos a partir de 2010 passamos para um novo período de desaceleração – de 100 em 2002 para 119 em 2009 e em 2010 126; 2011 127 e  2012 128  — em 134 categorias de produto.

Perecíveis, bebidas não alcoólicas e Higiene e beleza são destaque nos últimos 10 anos, com Higiene e Beleza obtendo crescimento de 102%  entre 2002 e 2012. 

Os principais fatores que fizeram a categoria de Higiene e Beleza crescer foram a auto-indulgência e também os multipacks, ou seja, compro 1 pacote maior para obter desconto em unidade menor.

Foi apurado ainda que 77% das categorias no país elevam o preço acima da inflação.

De forma geral, a pesquisa aponta que o Brasil tem potencial para crescimento, mas é inconsistente porque os investimentos não crescem no ritmo do país. Os principais desafios deste mercado são: a melhoria da competitividade e o incentivo do crescimento através de regras claras.

A situação do consumidor é considerada positiva no longo prazo e o aumento da renda e do crédito geraram  aumento da renda, emprego e confiança e diversificação nos gastos, mas também endividamento e inadimplência. Sendo assim, a missão desse consumidor é manter o bem estar já adquirido. 

De acordo com a pesquisa da Nielsen, o consumidor Brasileiro Médio é multicanal, aproveita os dias de promoção em diversas lojas (multicanais). Escolhe marcas pela relação referência / preço.

É consciente de seu estilo de vida, está exposto a mensagens  já que é um consumidor multi meios, se importa com a variedade de produtos e marcas, troca informações de preços  e lançamentos com familiares e amigos, consulta tablóides, assiste a novelas (52%) e noticiários (53%).

– TV e PDV são onde o consumidor mais busca informações. Em relação a cosméticos os tablóides  de lojas, são responsáveis por 30% dessas informações; a televisão e a Internet com 29% e amigos e parentes , com 20%.

Preço é variável fundamental para brasileiro. Reduções de preços estimulam o aumento do consumo e 65% das categorias intensificaram reduções temporárias de preços, em 2012, crescendo em média 20%  a mais que as demais categorias. 

 Promoção é um estímulo de preço no qual se destaca “Leve e pague”, com 16,3% para embalagens promocionais.

Marcas líderes que ganharam participação por nível sócio Econômico, com apelo aspiracional de 34% nas classes AB  , 51% na classe C e 57% nas classes  D e E.

O consumidor impacta o crescimento de Farma e atacado,  (com base em 131 categorias de produtos) em  volume/ano  em  2011 em relação a 2010 de 4,3 e de 2012 em relação a 2011 – 10,5,  em 126 categorias de produto,  com uma variação de valor por semestre.

Os canais mais competitivos são Atacarejo (atacado com varejo para o consumidor), com 69% do que auto-serviços, e Farma é 49% mais competitivo que auto-serviço.

O Atacarejo tem seu preço médio inferior em 12% e no canal farma  13%  inferior em relação ao atacarejo. A alta competitividade é fator de atração de ambos os canais. A fonte é o IBOPE Nielsen Online  – Estudo social TV  e 18 mil entrevistas online  em Fev de 2012.

Porta a porta e o atacarejo aparece como super alocado, ou seja, bastante procurado como opção de venda  em perfumarias e supermercados, que aparecem como sublocados, ou seja com freqüência menor comparada a outros.

Canal Farma no ano de 2012 comparado a 2011 cresceu 10,5% enquanto supermercados tiveram uma queda de 1,2% e hipermercados 1,7%.

Os desafios para o fabricante são: se destacar não só na experimentação, mas também na recompra. Manter a compra da marca através de intervalos de preço , investimentos nos produtos chave para aportar valor, além de uma comunicação planejada,  consistente e atrativa.

Para o varejista os desafios são: atrair o consumidor oferecendo sortimento adequado à missão de compra; fazer escolhas certas para ser competitivo e ganhar participação na cesta do consumidor.

Para o varejista os desafios são: atrair o consumidor oferecendo sortimento adequado à missão de compra; fazer escolhas certas para ser competitivo e ganhar participação na cesta do consumidor.