Confrontada com uma categoria de fragrância inerte, marcas estão tendo que fazer um grande esforço para incitar os consumidores a gastar. Na primavera do hemisfério Norte, diversas marcas estão se apoiando no design de embalagem para conseguir o intento. O design de L’Homme, de Yves Saint Laurent’s, desenvolvido por Jean Nouvel, com frasco criado pelo famoso arquiteto de A*Men e Alien Eau Luminescante, Thierry Mugler, tem as adaptações da fragrância no rótulo, e a edição Vintage de Kenzo oferece escolha entre as quatro diferentes cartonagens psicodélicas, tudo muito gritante, como uma nova maneira de criar alvoroço em torno da fragrância.

 “Estamos entrincheirados na repetição dos modelos, e isto se aplica tanto para a arquitetura da embalagem quanto para a fragrância”, disse Jean Nouvel no lançamento do mais recente frasco desenhado, formulado como um tubo de testes invertido numa base hexagonal. “Tento me certificar que este não é o caso [com minhas criações].”

                                


O fator novidade é certametne a chave—YSL vendeu dois milhões de frascos de L’Homme desde seu lançamento em 2006, de acordo com a marca. Criando uma edição limitada de 100,000 frascos, a YSL não estará esperando recrutar novos consumidores, mas recompensar os fans com um item colecionável oferecido a preço semelhante ao original.

Mas certamente os observadores da indústria são cínicos. “Isto dá às pessoas razão para falar sobre a marca,” O gerente da consultoria Experts Lionel Turci comenta. “Isto é geralmente bem recebido pelos consumidores mas há que ser um benefício real no produto, um interesse em complementação ao design.”

Embalagens de edição limitada não são novidade. Marcas como Nina Ricci, com seus flaconetes desenhados por Lalique, tem oferecido tais objetos por décadas. Mas no passado, isto tem geralmente sido itens de colecionadores, a preços de colecionadores. Para os últimos lançamentos, este não é o caso, que levanta a seguinte questão: “Fragrância trata apenas de produtos de luxo que você joga fora,” disse o designer Thierry de Baschmakoff, fundador da agência Aesthete, ao site francês CosmeticNews.

Ele acredita que há na verdade pouco ou nenhuma inovação em design  de embalagens de fragrâncias, porcausa dos curtos prazos de produção exigidos pelas marcas. “Eu tenho briefs que dizem ‘faça-o parecer inovador,’ mas na realidade não há inovação,” ele diz. “Estaremos aptos a inovar apenas quando as marcas e seus departamentos de marketing tenham decidido trabalhar a diversas velocidades, seis meses, 12 meses, até 36 meses… Que é como funciona em outras indústrias.” Turci Experts concorda: “Qualquer modificação no design pode requerer investimentos pesados para a marca.”

Enquanto novas embalagens inovadoras podem criar excitamento em torno da marca, elas poderiam verdadeiramente recuperar um mercado que se debate? O especialista da indústria Michael Edwards identificou o lançamento de 815 fragrâncias em 2007 em seu livro Fragrances of the World 2008, comparado com as 581 em 2006. Estes números reiteram que enquanto há muita conversa na indústria sobre lançamentos demais, ninguém está desejando realmente atacar o problema. 

                 

Mais vendidas no Brasil em 2007

Segmenta, empresa mexicana de pesquisa de mercado, divulgou a semana passada a relação de marcas de perfumes e cosméticos mais vendidas no Brasil em 2007, através de seu sistema de auditoria de vendas de varejo.

Dior é líder em perfumes e cosméticos em 2007, seguida pela Lancôme e Carolina Herrera.

No grupo LVMH, Dior creceu 69%, ocupando posição de destaque no ranking nacional e internacional, conquistando o primeiro lugar no Brasil. Givenchy tem 35%. Este aumento na comercialização de maquiagem acontece por causa da mudança de hábitos diários das brasileiras, que hoje não dispensam alguns itens que antes não eram usados, afirma Evelyse Britto, diretora do grupo LVMH no país.

2007 foi um ano positive para o grupo como um todo. Seus numerosos lançamentos deixaram o grupo numa posição provilegiada no ranking nacional, como foi o caso de Ange ou Demon, de Givenchy, que ocupou o terceiro lugar nas fragrâncias mais vendidas no Brasil; Capture Totale, de Dior; a fragrânica masculina de Kenzo e Acqua Di Parma e o lançamento da marca italiana Fendi no país.