Reproduzimos esta semana uma matéria sobre o mercado brasileiro, publicado na Cosmetics Business, uma das mais conceituadas revistas internacionais do setor cosmético. Trata-se na verdade de um estudo da Kline & Company, uma empresa analista de mercado e serve para que o próprio mercado tenha consciência de sua importância, vista por analistas internacionais, de como, dia a dia, o mercado brasileiro de cosméticos se torna cada vez mais atraente aos olhos do mundo. Destaca nichos de mercado a serem explorados e faz uma previsão de quão competitivas as empresas brasileiras do setor precisarão ser, diante da investida internacional que a matéria prevê.

Como um dos maiores países e de crescimento mais rápido no mundo, a compleição do futuro do Brasil é cor-de-rosa para os participantes do mercado de cosméticos e produtos de higiene.

De acordo com o novo estudo de mercado a ser publicado em breve pela Kline & Company, as vendas dos fabricantes de cosméticos e produtos de higiene no Brasil cresceram a uma média anual de 15% em pelo menos três anos. As vendas globais para as 20 categorias de produto examinadas pelo relatório da Kline, Global Cosmetics & Toiletries 2004: Brazil, excederam os US$5.3 bi em 2004.

“Toda categoria de produto que examinamos obteve aumentos sobre o ano passado, tanto em volume de unidade quanto em valor de vendas e, para a maioria das categorias, estes aumentos foram impressionantes,” disse Lenka Contreras, vice-presidente e chefe da divisão de pesquisa de práticas de Produtos ao Consumidor da da Kline. “O mercado cosmético e de higiene pessoal do Brasil mostra um crescimento sólido cuja expectativa é de continuidade.”

O forte desempenho econômico do Brasil em 2004 suportou o crescimento da demanda para os produtos de beleza e cuidados pessoais. O PIB cresceu em 5.2 por cento entre 2003 e 2004, o maior aumento para o Brasil em uma década. Com a melhora dos rendimentos em real e das taxas de emprego, um nível mais alto de renda disponível continuará a impelir a demanda para produtos de maquiagem, cuidados com a pele, produtos de higiene oral e outros itens.

De acordo com Contreras, embora o Brasil seja a economia de poder econômico líder na América do Sul, as taxas de uso em muitas categorias de produto permanecem relativamente baixas entre a sua população de 186 milhões. Ela aponta para os produtos de cuidados faciais e de cuidados com o corpo entre os que oferecem as melhores oportunidades para que os participantes do mercado expandam suas taxas de penetração. Ambas categoriais registraram ganhos impressionantes de dois dígitos em 2004.

“O crescimento do mercado tem sido conduzido pela crescente percepção da necessidade de proteção solar, produtos mais avançados tecnologicamente, e preços altos pontuam. Mas há também as regiões mais rurais onde as pessoas não usam muitas categorias de produto regularmente, e estas são intocadas fontes de crescimento para o mercado de cosmeticos e produtos de higiene,” ela diz.

Com a recente mudança para melhor da economia do país, os canais de distribuição também estão se desenvolvendo de maneira mais significativa, dando aos participantes do mercado acesso aos consumidores. Os produtos de consumidos pela população de menor poder aquisitivo já representam o maior canal de vendas para cosméticos e produtos de higiene no Brasil, mas a venda direta detém a maior fatia do mercado, conduzida amplamente pela Natura e Avon. Isto entretanto provavelmente deverá mudar.

“Como o desenvolvimento da economia continua, veremos uma expansão adicional de empresas que comercializam produtos de valor econômico mais baixo, especialmente lojas. E, embora ainda haja muito para o Mercado global crescer, as vendas diretas provavelmente as vendas diretas perderão algo de sua fatia de mercado com a abertura de novos e pequenos pontos de venda , mesmo se o valor de vendas em todos os canais continuarem a crescer,” diz David Vladyka, da Kline, chefe de prática de consultoria de Produtos de Consumo.

A análise do mercado brasileiro de cosméticos e produtos de higiene para o Brasil esta baseada num relatório recente da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento , que indica o Brasil como um dos cinco lugares mais atrativos para investimentos estrangeiros em 2005 e 2006.

“Os mercados maduros para cosméticos e produtos de higiene– os E.U., Europa do Leste e Japão – ofereceram apenas mínimo crescimento sobre os últimos cinco anos, e participantes do mercado devem estar prospectando países como o Brasil como uma nova fonte de crescimento,” disse Contreras.