Foi-se o tempo em que simplesmente usar protetor solar para se proteger do sol era tudo o que o consumidor precisava. Hoje em dia, eles estão em busca de novas formas de proteção e produtos multifuncionais, e as empresas de beleza estão investindo em formulações mais complexas e em produtos que ofereçam uma ampla gama de benefícios.

Atualmente, existem produtos de proteção solar que protegem a pele contra a luz infravermelha (IV) e a luz visível azul (radiação emitida por lâmpadas artificiais, telas de computadores, tablets e smartphones).

A Mintel, agência de pesquisa, tendências e insights de mercado em relatório do GNPD – Global New Product Database ferramenta que monitora lancamentos de diversos tipos de produtos ao redor do mundo, abordou a questão dos bronzeadores através de insights da analista Juliana Martins , especialista senior de Beleza e Cuidados Pessoais da agência, trazendo nova luz a esse mercado.

De acordo com o relatório da Mintel, somente 13% dos brasileiros afirmaram ter usado bronzeador solar nos 12 meses anteriores à pesquisa de janeiro de 2018.O produto é sempre bastante criticado, principalmente por dermatologistas, por não oferecer ao consumidor uma proteção adequada contra raios solares nocivos. “A cultura pelo bronzeado perfeito é muito presente no Brasil, e alguns consumidores efetivamente recorrem a esse tipo de produto. A indústria brasileira de produtos para os cuidados com o sol entretanto, investe muito mais em proteção solar ” observa Juliana Martins.

O relatório Mintel GNPD mostra que, entre janeiro de 2015 e dezembro de 2017, 86% dos produtos de cuidados com o sol lançados no Brasil foram protetores solares, apenas 5% foram bronzeadores solares. “Essa é uma realidade global, porém, há espaço para inovação em produtos que cuidem da pele durante o bronzeamento solar,” afirma Juliana.

A indústria, segundo a analista, poderia explorar essa categoria, trabalhando com cross-categories entre produtos de bronzeamento solar e fragrâncias do tipo body mist, por exemplo.

De acordo com o GNPD, lançamentos de bronzeadores solares no Brasil entre janeiro de 2015 e dezembro de 2017 em formato spray ou bruma, representaram 7,7% do total de lançamentos. Já os produtos com formato loção representaram 46% dos lançamentos no mesmo período. Somam-se a esses dados, o Relatório Mintel Fragrâncias – Brasil, Novembro de 2016 que mostrou que 63% dos brasileiros usam body mist/spray corporal perfumado. Tais dados da agência sugerem que bronzeadores em spray corporal com fragrâncias, poderiam se tornar uma categoria nicho.
Benefício antipoluição

Juliana ressalta que no Relatório Mintel Bronzeador e Protetor Solar – Brasil, Dezembro de 2016, em que protetores solares em formato spray são rápidos de aplicar para 55% dos brasileiros, e fáceis de usar para 52% deles. “Apesar disso, produtos nesse formato ainda não conseguiram se fortalecer no Brasil”, afirma a analista.

De acordo com ela, há oportunidades de desenvolver protetores solares em spray que atraiam a atenção dos brasileiros.

A pesquisa atual revelou que, entre aqueles que disseram ter usado protetor solar facial em spray, 35% estariam interessados no benefício antipoluição. E, entre aqueles que usaram protetor solar corporal em spray, 24% gostariam desse benefício.

“Produtos que sejam posicionados como práticos, de fácil utilização, que podem ser usados em qualquer lugar, protegendo a pele contra a poluição, podem reprensentar oportunidades de inovação da categoria.” E cita o exemplo lançado pela Garnier na Itália em agosto de 2017: “O Garnier Ambre Solaire Advanced Sensitive Spray Protettivo Viso IP 50 protege a pele contra os raios UVA e UVB e previne o fotoenvelhecimento da pele com uma fórmula não oleosa e antipoluição, com vitamina E e glicerina.”
“Quais produtos de cuidados com o sol você usou nos últimos 12 meses?”

Base: 1.500 adultos com 16+

 

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Fonte: Lightspeed
Uso de protetor solar corporal em spray e protetor solar facial em spray, por benefício antipoluição, janeiro de 2018
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Garnier Ambre Solaire Advanced Sensitive Spray Protettivo Viso IP 50, Itália, agosto de 2017
Fonte: Mintel GNPD

 

Maquiagem com FPS à prova d’água 

O relatório GNPD mostrou que as mulheres de 35 anos ou mais são mais propensas do que as jovens entre 16 e 34 anos a usar maquiagem com FPS. Enquanto 71% das mulheres entre 35 e 54 anos e 80% das mulheres com 55 anos ou mais, usam esse tipo de produto, 60% das jovens de 16 a 34 anos afirmaram o mesmo.

O Relatório Mintel Maquiagem e Esmalte para Unhas – Brasil, Junho de 2017 revelou que, dentre os fatores importantes na hora de escolher maquiagem para a pele, o fato de ser à prova d’água é essencial para 38% das jovens entre 16 e 34 anos (em relação a 25% das mulheres de 35 anos ou mais).

Posicionar os produtos de maquiagem que possuam FPS como resistentes à água, de uso, por exemplo, na praia ou piscina, pode impulsionar o uso entre mulheres mais jovens. É o caso do creme compacto Lancaster 365 Sun Compact Compact Crème Protecteur Teint Ensoleillé SPF 30, lançado na França em abril de 2016. O produto diz proteger a pele contra os raios solares, de luz visível e de luz infravermelha, além de ser resistente à agua e à transpiração.

Uso de maquiagem com FPS, por faixa etária feminina, janeiro de 2018
Base: 750 mulheres com 16+

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Fonte: Lightspeed

 

 

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Lancaster 365 Sun Compact Compact Crème Protecteur Teint Ensoleillé SPF 30, França, abril de 2016
Fonte: Mintel GNPD