A REDS – Research Designed for Strategy, empresa pertencente à holding HSR Specialist Researchers, desenvolveu o estudo Universo dos Cosméticos Éticos, analisando a crescente busca por esses itens.  Ela mostra o aumento do uso de produtos veganos, orgânicos e/ou naturais e também a preocupação com o bem-estar animal.

Com consumidores cada vez mais conscientes exigem o posicionamento ético das marcas tem de existir em todos os segmentos. No de cosméticos não é diferente. Hoje, as empresas do setor vêm adotando o conceito de cosméticos éticos – produtos veganos, orgânicos e/ou naturais e que trazem maior preocupação com o bem-estar animal. A pesquisa aponta o quanto as mulheres estão realmente buscando esse tipo de cosmético no seu dia a dia com a análise da  busca por esses itens.

“Aumenta cada vez mais o interesse dos consumidores por marcas com uma causa, comprometidas com temas com os quais eles se identifiquem. Além disso, é crescente a busca por itens de consumo mais sustentáveis, seja em alimentos ou produtos de beleza e higiene”, explica Karina Millaré, diretora da REDS.

De acordo com a pesquisa, apesar de vivermos um momento social  de construção de uma consciência mais ampla, o uso de cosméticos éticos ainda é pequeno, mesmo considerando o alto nível de empatia pelas causas/bandeiras investigadas. O estudo revela que 66% das mulheres entrevistadas não fazem uso desse tipo de produto e, mesmo  as que já os utilizam, usam em conjunto duas categorias de cosméticos éticos: 22% hidratante para o corpo;  21% hidratante para o rosto e 19% maquiagem.
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O levamento apurou ainda que o desconhecimento sobre os benefícios e o custo são as principais barreiras ao uso de cosméticos éticos. No total, 59% das mulheres ouvidas não conhecem direito suas vantagens; 45% das entrevistadas disseram que consideram os produtos caros; 12%  não veem razão para usar esse tipo de produto e 5% acreditam que essa é uma moda passageira.

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A análise dos resultados revelou que o conceito de “cosméticos éticos” ainda não é totalmente entendido pelas usuárias. Mesmo as que são usuárias, têm pouca clareza sobre o assunto, mas todas se sentem inseridas na causa. Assim, para 56% das entrevistadas um cosmético que não faz teste em animais é considerado “vegano”. Já, 31% entendem que ele é “natural” e 19%, orgânico. Da mesma forma, 81% das mulheres ouvidas tem a percepção de “natural” para um cosmético feito apenas com ingredientes naturais e 64% delas entendem que “orgânico” é um produto sem agrotóxicos.

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“Não apenas por “modismo”, mas, principalmente, por maior consciência quanto ao seu consumo e valores, as mulheres estão gradativamente buscando cosméticos “do bem”.diz  Karina Millaré. “Hoje, mais de um terço delas já está nesse mercado e tudo indica que o movimento veio para ficar, as oportunidades de mercado estão abertas a esse tipo de oferta. As mulheres apostam em grandes marcas para entrarem no mercado ‘ético’, por meio de indústrias cosméticas reconhecidas que comercializam produtos naturais com  algum tipo de tecnologia, ou de farmácias de manipulação ou empresas de dermocosméticos.”

“Há uma mudança no perfil dos consumidores de cosméticos,  impulsionada pelas mulheres. “As usuárias de cosméticos éticos, por exemplo, tendem a ter mais animais de estimação, uma alimentação mais seletiva e se preocupam com o meio ambiente”, aponta.

O estudo nacional combinou duas metodologias: pesquisa qualitativa, com reuniões em grupo, roteiro e  usuárias e não usuárias da categoria e  pesquisa quantitativa, conduzida com a estruturação de questionário on-line para a população  em geral, com respostas de 991 mulheres, entre 18 e 56 anos, das classes A, B e C, residentes nas cidades e regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Recife e Salvador.