indústrias polonesas buscam apresentam suas inovações

Negociar a entrada de produtos importados no Brasil, com as altas taxas de importação praticadas pelo País (até 20%), que reduzem as margens de ganho a ponto de os importadores brasileiros pensarem duas vezes antes de bater o martelo e ainda o registro de produtos pela da Anvisa, considerado rigoroso e moroso pelo mercado em geral, é algo que o Programa de Exportação do governo da Polônia, que tem o apoio do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional está tentando há cerca de três anos.

O Ministério da Economia polonês, através do Programa de Promoção de Exportações sabe que os resultados aparecem aos poucos.  A balança comercial entre os dois países esta mais equilibrada em outros setores, mas no segmento de cosméticos ainda há poucos resultados.  Ajudaria muito se as taxas de importação fossem mais baixas, mas negociá-las governo a governo não é possível: “Respeitamos e praticamos as determinações do bloco Europeu “, disse categórica a Subsecretária de Estado do país no final de Setembro a um grupo de jornalistas do setor cosmético de vários países, convidados a conhecer a indústria cosmética polonesa.

De acordo com dados do Ministério da Economia polonês, o País tem atualmente uma das economias de mais rápido crescimento na EU – em 10 anos cresceu 54% e continua crescendo a taxas de 25% ao ano e seu maior desafio é buscar novas tecnologias e inovações. O objetivo é aumentar os investimentos na Polônia e da Polônia em mercados externos.  Sua indústria de cosméticos é a sexta da Europa e por essa razão foi escolhida pelo Ministério da Economia polonês como uma das 15 indústrias de peso do país, a serem promovidas internacionalmente, visando a exportação.

O Programa de Promoção, iniciado em 2012 termina em 2015 e  está sendo   dirigido a países como  Itália, Alemanha, Ucrânia, Rússia, Turquia, Emirados Árabes Unidos, os EUA, a China e  Brasil. Inclui a participação das indústrias  que aderiram a ele em missões de comércio exterior  e em importantes feiras de cosméticos do mundo –  um grupo de  empresas polonesas participou pela primeira vez da Beauty Fair no Brasil este ano. Além de jornalistas o programa também recebe distribuidores desses países para que tenham a oportunidade de fazer negócios diretamente com as empresas do país.

A indústria cosmética do país cresce a uma taxa de 25% ao ano, com um resultado em 2013 de € 2,15 bilhões. Conta com mais de 3000 produtores, a maioria empresas familiares e tem como principal parceiro comercial a Rússia, com € 287,715 milhões. Uma de suas principais indústrias é a Oceanic, que produz 600 itens hipoalergênicos e exporta para 26 países, a maioria europeus. 

A estrutura do mercado de cosméticos polonês não é diferente da dos outros países europeus. A maior parcela do mercado são produtos para o cabelo (611,5  milhões de euros – 18,5% em 2011) e cuidados com a pele cosméticos (563,1  milhões de euros – 17%), que constituem em conjunto mais de 35% do mercado. Outras categorias importantes são: perfume (13,5%), cosméticos para os homens (10,5%) e maquiagem (9,7%).
A Uroda, fundada em 1996, outra de suas principais indústrias do país e tem foco no mercado massivo, com produtos de higiene pessoal, perfumes e produtos de cuidados para a pele.

                            
                      Distribuidores atraídos para rodadas de negócios

A Alba Thyment , empresa  familiar criada em 1913, cujo slogan é “O Saudável é Belo”, investe em conhecimento de óleos essenciais com a sabedoria da medicina tradicional e fitoterapia moderna, com foco em eficácia para produtos variados para o corpo – de produtos para massagem em spray  (Tension Relied Spray) a produtos para as mãos  e pés (Galenic Daily Cream).

A Bandi Cosmetics apresentou na feira polonesa a linha C-White, de cosméticos para clareamento de  efeito anti-rugas, projetada para abranger cuidados com a pele do  rosto, pescoço e mãos, com Vitamina C e FPS20.

A Chantarelle Laboratory Derm Aesthetics é uma marca de dermocosméticos profissional que inclusive se utiliza de máquinas de laser não-invasivas para estética médica. Produz mais de 220 produtos profissionais para cuidados da pele e 90 itens para os cuidados em casa, além dos equipamentos  a laser.

Interton é uma produtora de maquiagem e também de embalagens para maquiagem. A Serpol também produz embalagens plásticas e a Pierre Rene oferece terceirização para produtos de maquiagem.

Farmona Laboratório de Cosméticos Naturais produz mais de 200 itens cosméticos para os cuidados faciais, corporais e dos cabelos. A empresa também atua no mercado cosméticos profissionais destinados para salões de beleza.

Synesis é uma empresa pequena e inovadora que oferece uma combinação de estruturas da ciência bio-mimética , em uma representação de lipídios naturais produzidos pela epiderme, com ingredientes de alta qualidade. 
E a Pharmena é uma empresa com foco em produtos cosmecêuticos baseados em uma substância activa natural, patenteado 1-MNA um metabolito de niacin (Niaspan™) que proporciona benefícios terapêuticos anti-inflamatórios à pele.

A feira de cosméticos apresentou muito mais, especialmente esmaltes, segmento em que a indústria polonesa é especializada, com muitas novidades em cor, texturas e equipamentos – desde equipamentos de secagem e fixação de esmaltes especiais até equipamentos para a colocação de francesinhas, um hit naquele mercado.

Competir com os gigantes é um desafio para a indústria polonesa e é natural que o Brasil, como segundo maior mercado do mundo esteja no radar
dos fabricantes de cosméticos locais. E este é justamente este um setor em que a Polônia é forte. Os cosméticos poloneses tem ótima qualidade, com um preço competitivo em relação aos equivalentes produzidos na Alemanha, na França, ou na Espanha.  Basta os distribuidores brasileiros se animarem e vencerem as barreiras burocráticas e encararem as altas taxas de importação.