Inauguraçao da Symrise em Ecoparque no Pará:
           Sustentabilidade, Inovação e Comunidade são  foco da empresa

Um dia depois de sancionado pela presidente da República Dilma Rousseff o Marco da Biodiversidade, que reduz a burocracia e estimula a pesquisa e inovação com espécies nativas do país para empresas nacionais, como a Natura tem feito para a sua linha Natura Eko, a Symrise, empresa global com sede na Alemanha, inaugurou na quinta-feira, dia 21, uma unidade de pesquisa, desenvolvimento e produção de ingredientes sustentáveis com base em recursos da região amazônica. A nova unidade fica localizada dentro do Ecoparque, condomínio industrial sustentável de 172,9 hectares, lançado pela Natura em março de 2014, com a inauguração de sua saboaria no local. 

O Ecoparque fica no município de Benevides, a 35 km de Belém, na Zona de Expansão Industrial e Comercial e é inspirado no conceito de simbiose, para criar uma cadeia produtiva integrada e sustentável, em que insumos produzidos ou descartados por uma empresa possam ser utilizados na produção de outra. Deve atrair empresas de diversos segmentos, e promover ambiente propício à inovação e à ciência. Também vai beneficiar comunidades locais e o desenvolvimento da região. A Symrise foi a primeira empresa depois da Natura, a se instalar no complexo e vai começar a fornecer óleos e manteigas processados para a empresa.

 “Desde o primeiro momento em que a Natura nos introduziu este projeto, ficamos verdadeiramente impressionados e inspirados por sua visão e com a criação de um negócio sustentável.”, disse Achim Daub, Global presidente de Scent & Care da Symrise na inauguração da unidade.

Desde outubro do ano passado a empresa global mantém projeto semelhante em Madagascar, ilha do Leste Africano responsável por 80% da produção mundial de vanilla. Lá cada passo do processamento da vanilla é feito localmente, com a ajuda de 700 fazendeiros/agricultores locais para a colheita sustentável do fruto. O mesmo deverá acontecer com as 30 famílias que suprirão a nova unidade da Symrise no Brasil. ”Esta unidade vai beneficiar ambos os lados tanto os consumidores de beleza quanto as comunidades locais, contribuindo para a qualidade de vida destas pessoas”, disse o presidente de Scent & Care da Symrise, que ofereceu à comunidade uma lancha-ambulância, para eventuais acidentes de trabalho.”Queremos nos envolver de maneira mais próxima no projeto de educação da Natura para a comunidade, atuar de outras maneiras” afirma Daud.

“Queremos ter certeza que a comunidade tenha um retorno deste nosso empreendimento. Isso acontece em todos os lugares onde a empresa se instala e é muito importante aqui no Brasil, para que os consumidores se certifiquem de que fazemos as coisas bem”, disse Isabelle Vacheret, SVP de Global Marketing Fragrances. Segundo diz, os consumidores esperam muita transparência nos valores da empresa. “Eles querem saber de onde vem os produtos, como nós contatamos a natureza no processo. E nós temos condições de garantir aos consumidores de onde vem esses produtos – da fonte ao produto final. É o que os clientes esperam de nós”, disse.

Na primeira fase, de implantação, a nova unidade da Symrise vai produzir óleos e manteigas da biodiversidade da Amazônia, para a unidade da Natura em Benevides. Nessa fase, por exemplo, os frutos serão  processados, desde a matéria prima até a parte analítica, no Laboratório Analítico de Microbiologia e Sensorial, já em funcionamento.  Até o fim do ano, numa segunda fase, serão produzidos para o mercado em geral – nacional e internacional – os Extratos Botânicos de Andiroba, Buriti, Castanha do Brasil, Maracujá e as Manteigas de Cupuaçu, Murumuru e Cacau e na terceira fase, a partir do segundo trimestre de 2016 serão produzidos os Óleos Essenciais para perfumaria.

“A Symrise quer trabalhar com o bioma amazônico e estar no Ecoparque é estar diretamente ligado às fontes mais ricas de matéria prima orgânica para a perfumaria, perto dos agricultores e a produção nativa da Amazônia”, disse Ricardo Omori Presidente Latam de Fragrâncias Symrise.

Num mundo em que a tecnologia já permite ao consumidor escanear o rótulo do produto com o celular para saber se o produto é sustentável, se a empresa que o produz atende às boas práticas de produção, e, sobretudo, se a empresa se importa com as comunidades de onde extrai suas matérias-primas, as empresas em geral precisam investir cada vez mais em formas mais sustentáveis e compensadoras de produzir. Estudo da TrendWatching, divulgado hoje mostra que daqui para a frente, os consumidores da região da América Latina só estarão só estarão dispostos a investir em produtos cujas empresas sejam “proatimente  transparentes e engajadas em um diálogo aberto”. O estudo conclui que os consumidores querem a verdade sobre produção, distribuição, ética e sustentabilidade das marcas.

“Os consumidores podem fazer rapidamente uma escolha, mas essa não é a nossa motivação principal. O que nos move é a compreensão de que os indivíduos, as empresas e sociedade não podem continuar da maneira que estão fazendo, porque não é sustentável. Nós como empresa queremos ir além da motivação econômica, mudar a maneira de se produzir, senão estas condições da natureza com as quais somos favorecidos serão extintas”, disse Achim Daud.  “Para isso precisamos de ciência e inovação, respeitando a tradição e conhecimento dos povos locais, um elemento importante deste negócio”, disse o presidente de Scent & Care da Symrise.