A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos – Abihpec, divulgou dados de crescimento nominal de 5% no faturamento de janeiro a outubro de 2019 da indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (HPPC), na comparação com o mesmo período de 2018. Em termos reais, a expansão das vendas foi de 0,69%.

O modesto crescimento, segundo o presidente-executivo da associação, João Carlos Basilio, é efeito não só das dificuldades econômicas do país, mas também de um aumento brutal da carga tributária do setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos nos últimos anos.

“Somos o 2º setor mais tributado do país atualmente e, em meio ao cenário de recessão econômica que persiste há anos no Brasil, temos realizado constantes esforços para superar as dificuldades presentes em toda a nossa cadeia, no intuito de seguir oferecendo à sociedade itens essenciais para a manutenção da saúde e bem-estar”, explicou.

A Abihpec vê com preocupação a proposta de Reforma Tributária apresentada pelo Governo Federal em novembro. De acordo com Basilio, ela pode acarretar um aumento da oneração que pesa sobre o setor e, portanto, poderá provocar uma alta nos preços de itens fundamentais para a população e presentes na cesta básica do consumidor, como papel higiênico, creme e fio dental, enxaguatório bucal e sabonete em barra, entre outros. Atualmente, esses produtos são desonerados de PIS, COFINS e IPI.

“Além da essencialidade à população, é preciso compreender que o setor de HPPC gera emprego e oportunidades de trabalho, renda e receitas para o desenvolvimento do país, e esse potencial poderia ser mais bem aproveitado, com um ambiente mais favorável para os negócios, e estímulos para ampliação da produção”, reforçou Basilio.

Em meio ao cenário de incertezas quanto à nova reforma tributária, a expectativa para 2020 é de que o mercado de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos cresça 5,1% (nominal).