A BASF quer se concentrar no crescimento orgânico de seu negócio. Para isso estipulou uma estratégia para crescer mais rapidamente. O foco são os clientes e ofertas sob medidas para eles.

Com o objetivo de se tornar mais rápida e flexível, a empresa simplificará consideravelmente as estruturas e processos, aperfeiçoará seu portfólio e fortalecerá o Verbund (a competência essencial da BASF). “Iremos transformar nossa organização para ser mais focada no cliente e ágil”, disse Dr. Martin Brudermüller, Presidente do Conselho Administrativo na apresentação da nova estratégia da BASF em Ludwigshafen.

O mercado asiático, onde a BASF já está bem estabelecida, desempenha um papel importante em sua estratégia de crescimento. Com uma participação no mercado mundial de mais de 40%, a China é o maior mercado de químicos e direciona o crescimento da produção química global. “Até 2030, a participação da China no mercado aumentará para quase 50% e queremos fazer parte desse crescimento”, disse Brudermüller. “Nosso novo site Verbund em Zhanjiang, na província de Guangdong, e a expansão do site em Nanjing aumentarão significativamente nosso crescimento neste mercado dinâmico.”

A empresa busca metas ambiciosas – financeiras e não financeiras. “Queremos crescer mais fortes do que o mercado e nosso objetivo é aumentar nossos volumes de vendas acima do crescimento da produção global de químicos”, disse o CFO e vice-presidente do Conselho Administrativo Dr. Hans-Ulrich Engel.

A ideia é o aumento da rentabilidade, visando um aumento no EBITDA antes dos itens extraordinários de 3 a 5% ao ano, retorno sobre o capital empregado acima do custo da porcentagem de capital a cada ano, oferecer valor acima da média do mercado e consequentemente aumentar o dividendo por ação a cada ano, apoiados por um forte fluxo de caixa líquido, de acordo com Engel.

Para tais metas, ambiciosas, a empresa está iniciando um programa de excelência, que estará em vigor entre 2019 e 2021, visando ganhos anuais de € 2 bilhões a partir do final de 2021. O programa incluirá medidas voltadas para produção, logística, pesquisa e desenvolvimento, bem como atividades de digitalização, automação e desenvolvimento organizacional.

Como meta não financeira está a manutenção uniforme de suas emissões de gases de efeito estufa, considerando o aumento anual da produção. “Isso significa que vamos dissociar nossas emissões de gases de efeito estufa do crescimento orgânico,” disse Brudermüller.

A BASF já reduziu suas emissões de gases de efeito estufa em 50% em termos absolutos, em comparação com os níveis de 1990, mesmo com o aumento de volumes de produção, que praticamente dobrou no período, diz a empresa.

A empresa se concentrará nas seguintes áreas de atuação: portfólio, pessoas, inovação, sustentabilidade, operações e digitalização. Além disso, vai aprimorar seu portfolio e alocação de capital para áreas de negócios em crescimento, garantiu Brudermüller.

A partir de 1º de janeiro de 2019, a BASF terá seis segmentos, cada um contendo duas divisões de negócios, com exceção de Soluções para Agricultura, que continuará englobando uma divisão: Químicos (Petroquímicos e Intermediários); Materiais (Materiais de Performance e Monômeros); Soluções para Indústria (Dispersões e Pigmentos e Químicos de Performance), Tecnologias para Superfícies (Catalizadores e Revestimentos), Nutrição e Care(Care Chemicals e Nutrição e Saúde) e Soluções para Agricultura.

A empresa se concentrará principalmente no crescimento orgânico por meio de investimentos e inovação, mas fará aquisições onde for necessário.
Haverá a simplificação de processos para tornar os processos-chave menos complicados, possibilitando tomadas de decisão mais rápidas.

A empresa aumentou seu orçamento para € 400 milhões por ano dedicado para alavancar a excelência operacional. E, está usando a realidade aumentada para dar apoio para a força de trabalho nas operações diárias. Mas a empresa deverá digitalizar os processos em mais de 350 de suas plantas em todo o mundo até 2022, aumentando a disponibilidade e qualidade dos dados. Assim fornecerá a infraestrutura necessária para conectar seus sistemas de back-end e usar os dados existentes para apoiar as tomadas de decisões.

“Competitividade e relevância para o cliente são alcançadas por meio da excelência em processos e tecnologias. Nosso novo alinhamento estratégico irá agora aproximar nossas unidades de pesquisa das necessidades dos negócios e dos clientes”, disse Brudermüller.