As indústrias de produtos de higiene pessoal, perfumes e cosméticos viram no mês de Março uma queda de 10 a 15% nas vendas, em base anual, por conta de lojas e franquias fechadas, e à menor atividade das revendedoras em diversos Estados, que quais decretaram quarentena para frear a proliferação da covid-19. A estimativa é da Abihpec – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal e Cosméticos.

“Os dados do trimestre ainda estão em fase de consolidação, mas a situação não é pior porque farmácias e supermercados estão abertos”, disse João Carlos Basilio, presidente executivo da Abihpec.

Em janeiro, a entidade estimava um crescimento de 1,54% nas vendas para 2020, já descontada a inflação prevista para o período. O atual cenário vai impactar negativamente o desempenho, mas como não há previsibilidade para o fim da crise causada pela pandemia, é prematuro prever o impacto negativo. Em 2019, as vendas tiveram crescimento real de 0,69%.

Entre os principais associados da Associação estão: Natura &Co, Grupo Boticário, Unilever, L’Oréal, Colgate-Palmolive, Procter & Gamble, Coty e Johnson & Johnson. Os canais de franquias e as vendas diretas têm maior representatividade nas vendas de cosméticos e perfumes, enquanto supermercados, farmácias e perfumarias têm peso maior em itens de higiene pessoal.

 

Fonte: 2A+ Cosmética