Está sendo lançado hoje, em evento online o guia “O que o Investimento Social Privado Pode Fazer pelo Direito das Mulheres”, com bate-papo de representantes das organizações copromotoras Instituto Avon, Grupo de Institutos Fundações e Empresas (GIFE), a Fundação Tide Setubal, Fundo Elas e #AgoraÉQueSãoElas.

O objetivo é disseminar conhecimento, compartilhar experiências, casos de sucesso e recomendações sobre as diversas formas por meio das quais investidores(as) sociais podem incidir sobre a causa e agir para mitigar o impacto da violência sobre a vida das mulheres, severamente agravada à sombra das medidas de isolamento impostas para conter a pandemia de Covid-19.

De acordo com o guia, empresas, institutos e fundações privadas têm um papel fundamental na promoção e garantia dos direitos delas, na multiplicação de conhecimentos e no desenvolvimento de ferramentas inovadoras para acelerar processos de transformação social.

O relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), apontou: casos de feminicídio cresceram 22,2% entre março e abril deste ano, em 12 estados do país, em comparação com o mesmo período do ano passado.

As consequências dessa violência se estendem para o mundo profissional. Estima-se que acarrete perda anual de quase R$ 1 bilhão por ano à economia nacional, no que diz respeito aos impactos no mercado e na produtividade das mulheres, segundo dado compilados pelo Instituto Maria da Penha da Penha e Universidade Federal do Ceará.

A pandemia da COVID-19 fez com que o investimento social privado saltasse de R$3.6 bilhões em 2018 para mais de R$5 bilhões somente durante os primeiros cinco meses de 2020, conforme os dados da Associação Brasileira de Captadores de Recursos. Neste contexto, o tema de direitos das mulheres recebeu cinco vezes mais investimentos entre 2018 e 2019, mas ainda enfrenta o desafio de direcionamento de recursos e iniciativas necessários para garantir a igualdade de gênero.

Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon diz: “O isolamento social está evidenciando o agravamento da violência doméstica e familiar e a precarização das condições de trabalho de diversas organizações sociais voltadas para o fim da violência contra mulheres e meninas devido à escassez de recursos materiais para realizarem o seu trabalho”.

“Nesse sentido, o guia é uma ferramenta relevante para gerar em setores influentes da sociedade um clamor pela priorização dos investimentos sociais pela causa da violência doméstica, que ainda sofre com falta de apoio e visibilidade, além de destacar o poder de transformação do investimento social privado”, complementa.

Com o lançamento do projeto, as entidades visam contribuir para o fortalecimento político-institucional e de apoio à atuação estratégica de institutos e fundações para a causa do direito das mulheres.

“A publicação do Guia por mulheres deve inspirar as organizações do setor privado a olharem para sua própria história, refletindo e agindo pela equidade nas suas ações diretas e nos apoios que realizam. No contexto democrático e de enfrentamento as desigualdades, essa deve ser uma causa de todos nós”, diz Neca Setubal, presidente do conselho de Governança do GIFE e da Fundação Tide Setubal.

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