1 – Qual é a expectativa de uma empresa Suíça de produtos semiprestígio para as unhas como a Mavala, quanto ao mercado brasileiro para este segmento?

Temos grandes expectativas. O Brasil é um mercado enorme e sabemos que as mulheres brasileiras se importam muito com o corpo, o que inclui as mão e unhas. Assim este é um mercado importante para a Mavala.

2 – Como vocês pretendem tornar a marca conhecida no país?

Já somos conhecidos por clientes que viajam aos Estados Unidos, além disso, estaremos presente em cerca de 35 pontos de venda no país, entre perfumarias, bons salões de beleza, outlets e drugstores. Pretendemos crescer pouco a pouco, mas crescer solidamente, que é a filosofia da Mavala “Nunca ir rápido demais”.

3 – Só agora a empresa se interessou pelo Brasil?
 
Não. Já havíamos tentado entrar no mercado brasileiro anteriormente. Sempre tivemos esse objetivo, inclusive há seis anos tentamos. Mas as taxas de importação ainda estavam muito altas. Agora, a situação está melhor, as taxas de importação estão em 22%, está melhor que há 10 anos atrás quando estavam em 77%. Agora o acesso da população brasileira a produtos internacionais também melhorou, porque a economia está mais estável. E também agora encontramos um distribuidor, que é a Excellence.

4 – Quais os principais produtos que vocês estarão comercializando no país?

Trouxemos principalmente produtos para as mãos e para as unhas. Produtos regeneradores otimizados com luvas, trouxemos muitos acessórios para manicures também. Este é a nossa primeira fase. Mas a Mavala é mundialmente conhecida também por seus produtos para os cílios, maquiagem e produtos para os cuidados com os pés, que deverão chegar ao país numa segunda e terceira fase.

5 – O que vocês têm em termos de produtos para os cuidados com os pés?

Temos cremes para calosidades, talco, desodorante, emulsão para pernas cansadas, recipientes especiais para mergulhar os pés, sais para relaxar, esfoliantes e cremes amaciantes.

6 – Que tipo de produtos vocês têm para maquiagem?

Dispomos de máscara para os cílios e produtos para o contorno dos olhos – tratamento e maquiagem. Mas traremos categoria apenas no futuro.

7 – Vocês pretendem fazer do Brasil uma plataforma para a distribuição de produtos na América do Sul?

Não. Na Mavala pensamos em cada país individualmente. Nossa política é ter um distribuidor em cada país, que conheça bem seu mercado. Já estamos presentes em alguns países da América do sul, inclusive. Não estamos na Bolívia e nem no Peru, mas deveremos entrar nesses países no próximo ano. Estamos na Argentina, que é um bom mercado, há dez anos. Estamos principalmente em perfumarias, posicionados como marca de prestígio. No Uruguai começamos há cerca de 5, 6 anos em perfumarias e também encontramos um mercado receptivo. No Chile estamos há cinco anos, e estamos em dez lojas de departamento e estamos indo muito bem. Estamos também no Equador  e um pouco na Venezuela e na Colômbia. Apenas em pontos de venda. Acreditamos que estes sejam mercados a serem desenvolvidos ainda.

8 – Entre a Impala, Niasi (Risque) e Revlon/Bozzano, quem será o concorrente mais direto da Mavala? Quanto custa um esmalte da Mavala?

Estamos tentando trazer produtos de qualidade para os quais o consumidor pagará um pouco mais. Na Europa, dependendo do local nossos esmaltes custam €5 ou €7. Aqui deverão custar entre R$ 17 e R$ 19,00. Acreditamos que vamos competir com a Revlon e talvez com a Impala, no que diz respeito a produtos de tratamento.

9 – O Brasil tem um mercado muito forte para produtos para as mãos nos salões de beleza, mas salões populares. A empresa pretende atuar em salões de beleza? Tem alguma linha popular?

Nos posicionaremos em salões semiprestígio e deveremos atuar em pontos de venda com produtos de tratamento para mãos e unhas. Acreditamos que há uma demanda de produtos de tratamento no país para mãos e unhas que poderá ser desenvolvida. A Mavala acredita que podemos conquistar este mercado.