1 – Como surgiu a Beauty Fair?

Essa é a primeira edição da Beauty Fair, uma realização da DeBrito Propaganda. É a primeira incursão da agência no mercado de feiras.  Percebemos que as feiras existentes não atendiam diretamente ao mercado profissional e aos lojistas de varejo. Quisemos criar um evento que atendesse a necessidade de informação de pequenos e médios varejistas e profissionais de beleza.

2 – Já que esta é a primeira incursão da agência no setor cosmético, a DeBritto Propaganda teve algum respaldo técnico para a sua realização que viesse do próprio setor?

Tivemos dois apoios fundamentais na realização desta feira:o do grupo Ikesaki e do grupo Intercoiffeure, que congrega 5000 mil cabeleireiros no mundo e edita revistas especializadas em cabelos.

3 – Porque a feira estará sendo realizada exatamente nos dias da Cosmoprof Cosmética?

Foi uma coincidência . O motivo é o de sempre: não há espaços em São Paulo que comportem feiras grandes. A única opção que encontramos foi o Pavilhão Vermelho do Center Norte, exatamente nestes dias – 9 a 12 de setembro. Mas o foco das duas feiras é diferente.

4 – Qual o foco da Beauty Fair?

O profissional que vive da beleza: cabeleireiros, manicure, tinturistas e lojistas, o canal de distribuição de toda essa gama de produtos. A feira é inclusive fechada, não tem bilheteria. Os bilhetes são numerados. Como a empresa ancora da feira é a Ikesaki temos o cadastro desse público, além do cadastro de pessoas que acessam o site para fazer o cadastramento pela Internet. Até a data de ontem tínhamos 14.500 profissionais já cadastrados. Esperamos um total de público em torno de 25 mil pessoas durante os 4 dias. Quem não tem convite porque não teve tempo de se cadastrar, comprovando que é profissional da área pode entrar.


5 – Pode-se dizer que a Beauty Fair é uma feira para dissidentes da Cosmoprof Cosmética?

O mercado andou falando em dissidência, mas isso não existe, tanto que haverão cerca de 25 expositores que estarão presentes nas duas feiras, porque eles também detectaram que a Beauty Fair teria um foco diferente. Este é um mercado aberto para todos os tipos de negócios e há ainda espaço suficiente nele. Como nós poderíamos fazer frente a uma feira que já está na 15º edição? Queremos apenas e tão somente atender a um nicho que não está sendo bem atendido.  Obviamente que dentro de um mercado cosmético enorme, haverá coincidências. Além disso, estamos fazendo um grande esforço desde já para que a data não coincida novamente no ano que vem. 


6 – Qual o grande diferencial desta feira?

A realização do Summer Collection, um grande Hair Show, que será o grande evento de moda para os cabelos, que vai apontar os novos cortes e colorações para a primavera-verão 2006 de cabelos usuais, não de cabelos para concursos, cabelos geralmente elaborados de maneira fantasiosa. Teremos uma tenda fora do pavilhão, com 1000 metros quadrados e capacidade para 400 pessoas, onde haverá shows, com intervalos de uma hora, um entre o outro. Serão cinco sessões/dia, a começar no domingo. Serão cabelos que os profissionais poderão sugerir a seus clientes. Teremos cabelereiros famosos nestas apresentações, como: Mauro Freire, Carlos Carrasco e Luciana Rosa e equipe, entre outros.

7- São apenas produtos para os cabelos ou entram na feira também produtos para o corpo e tratamento para o rosto?

Na Summer Collection serão só cabelos, mas no restante da feira haverão lançamentos de produtos corporais e de tratamento para o rosto, além de maquiagem. 

8 – Porque a necessidade desta feira ser Latino Americana? Como vocês convidaram esse público latino?

Somos megalomaníacos. Queríamos fazer uma feira com amplitude, também para os profissionais de outros países da América Latina . Sabemos que existe uma carência muito grande em de informações e de formação desses profissionais. Tanto que a nossa programação é extensa, com vários workshops com profissionais e palestrantes internacionais, como Mike Nave, editor da Beauty Industry Report, conceituada revista americana do setor de beleza profissional, para falar no sábado, às 11 hrs, do maior mercado consumidor de cosméticos do mundo, os EUA. Da América Latina mesmo temos poucas confirmações mas temos pelo menos 15 empresas americanas desse mercado que estão sendo trazidas pela Amcham – Câmara de Comércio Americana para conhecerem os produtos e empresas brasileiras e efetivamente fazer negócios com o nosso mercado.


9 – O objetivo é difundir conceitos empresariais na feira?

Queremos dar informações ao cabeleireiro sobre gestão e para os lojistas, informações sobre lay out de loja, entre outros assuntos. Assim vamos promover palestras como a do professor Luis Marins, um especialista em relações corporativas, com Amir Klink, que falará sobre planejamento, uma parte importante em tudo o que ele já fez até hoje, o economista Joelmir Betting, entre outros.

10 – Como a De Britto detectou essa necessidade?

Buscamos consultores e com muita troca de informação percebemos que havia um nicho a ser preenchido. Às vezes a pessoa quer montar uma perfumaria, mas não tem noções básicas de marketing ou de como posicionar os produtos na loja.


11 – Vocês também visam a profissionalização do setor?

Não quero dizer que o mercado não esteja profissionalizado. Mas a carência é muito grande. Grandes salões têm gestão perfeita, mas a grande maioria é de salões pequenos e médios e eles são inúmeros.  E este segmento é carente de informações.