Marcos Stahl, Gerente de Exportação da Niasi: “Estamos globalizando nossas formulações para ter tranqüilidade na venda e na garantia de um produto de qualidade”.

 

Uma das maiores fabricantes de colorações  e esmaltes do país, a Niasi está buscando em mercados externos com uma política de qualidade para seus produtos e preços superiores aos do mercado nacional. Marcos Stahl chegou da Cosmoprof, em seguida foi para Dubai e em Junho estará em San Diego. Em suas investidas internacionais, além do dinamismo procura usar a percepção como aliada para compreender melhor os mercados e as pessoas.

 

                         

 

Qual a história de sua carreira e como foi a sua transição para o mercado cosmético?

Minha formação é em comércio exterior. Trabalhei em exportação para a metalúrgica Delphi, Sharp, Vepe, Degussa, Kimberley Klark e agora Niasi. Embora não tenha tido experiências anteriores com o setor cosmético, me relacionei com a Niasi quando trabalhava na Degussa e visitava a empresa eventualmente, por conta dos peróxidos e persulfatos que a Degussa ainda vende para a Niasi.

 

Para quais países a Niasi está exportando e em que quantidade?

Basicamente estamos exportando todos produtos de nossas linhas para os Estados Unidos, Canadá, Portugal, Espanha, Itália, Aruba, Suriname, Argentina, Uruguai e Paraguai. Iniciamos nossas exportações há 12 meses. Atualmente são cerca de dois containers e meio por mês.

 

Quais produtos da marca funcionam bem no mercado externo?

Esmaltes Risque, Esmaltes Niasi, a linha Niasi Biocolor e NiasiColor. Também a linha de xampus e condicionadores Biorene, que para exportação leva o nome da Niasi. Os carros-chefe são os esmaltes e colorações. Vendemos bem cremes de mão e cremes para os pés, a linha Oca de produtos com ativos amazônicos, óleos trifásicos e colônia, que por enquanto são apenas para propósitos de exportação.

 

Como se comportam os compradores quando vêem os produtos na hora da venda?

Os Estados Unidos procuram preço e qualidade. Os países europeus e os do Oriente Médio se interessam por produtos que usam ativos amazônicos. A fama da beleza da mulher brasileira ajuda muito na venda de produtos cosméticos.

 

O que distingue a Niasi da maioria das marcas?

Somos líder em esmaltes e tinturas (de acordo coma a AC Nilsen). Temos tradição e uma rede de distribuição grande e eficiente no Brasil. Vendemos mais de 7 milhões de esmaltes por mês.

 

Como a empresa busca visibilidade no exterior, além da Cosmoprof e outras missões comerciais?

Investimos em pesquisas de mercado, desenvolvemos distribuidores, visitamos o mercado com eles e trazemos amostras de produtos locais similares. Em Portugal, por exemplo, vendemos em drogarias, para profissionais e lojas especializadas. Nos Estados Unidos iniciamos focados nos mercados brasileiros e fechamos em Agosto de 2003 uma parceria com um distribuidor. Assim, para a feira de San Diego deste ano (21 a 24 de Junho) estaremos mais preparados para acessar o público americano.

 

Existe uma política de exportação da Niasi?

Estamos implantando uma política de exportação que envolve dois princípios: Vender por um preço justo e lucrativo, mantendo uma estratégia global de posicionamento. O outro é o de adequarmos nossas formulações ao mercado mundial.  A Niasi começa agora a usar matérias-primas aprovadas mundialmente para ter tranqüilidade na venda e na garantia de um produto de qualidade.

 

Qual país é o melhor mercado para a empresa e quais são os mercados prioritários para a sua investida internacional?

Os melhores e prioritários mercados para a Niasi são os EUA, Europa, Oriente Médio e América do Sul.

 

Qual foi o seu momento mais interessante na indústria cosmética?

Todos os momentos são interessantes. Estou gostando muito de trabalhar com o setor cosmético. É mais humano, o produto é mais gostoso de trabalhar e sem dúvida tem mais glamour.