1 – Conte-nos sobre este processo de nomeação para VP Marketing para a América do Norte em uma das maiores multinacionais de cosméticos do mundo. Como ela aconteceu e o que a determinou?

Temos feito no Brasil, eu e minha equipe de marketing, um trabalho que tem colocado a subsidiária brasileira numa posição de destaque na Avon mundial. No ano passado ganhamos o prêmio Flame Award – prêmio interno da Avon que atribuído às subsidiárias do mundo que tiveram o melhor desempenho – e a Presidente de marketing da Avon América do Norte, Liz Smith e também a CEO e Chairman da Avon global Andrea Jung atentaram para este fato e entenderam que a contribuição de uma pessoa que está liderando este mercado daqui poderia contribuir para a Avon mundial e então me convidaram para o cargo.

Isso acontece na Avon com diferentes executivos, de diversos países. A possibilidade de mudar de país faz com que o trabalho desses executivos seja estimulado com esse reconhecimento e que faz da  Avon uma empresa cada dia mais global, que inclusive conhece melhor o seu consumidor através de seus executivos globais, o torna a empresa cada vez mais próxima de seus mercados.


2 – O Brasil passou é o segundo maior mercado da Avon. O que representa isso para a empresa?

Os EUA são o maior país da constelação da Avon. O Brasil é o segundo maior mercado da empresa, mas é o primeiro país fora dos EUA a atingir o resultado de U$ 1 bilhão.

3 – Além da sua competência na condução do marketing da empresa no país, esta nomeação teria também alguma relação com o fato de o Brasil ser o maior mercado para a Avon fora a matriz americana?

O mais importante não é o fato de o Brasil ser seu maior mercado externo. A Avon tem na verdade uma visão forte para seus funcionários. O que seus dirigentes olham são os países que em que a Avon tem talentos para somar em outros países/mercados. O ano passado foi o Rodolfo Mello, Gerente de Categoria de fragrâncias, para os Estados Unidos e a Márcia Salles, Gerente de Categoria de maquiagem. Este ano eu estou indo e alguém também do marketing e de finanças. Enfim existe um movimento grande de troca de experiências e isso faz com que os profissionais fiquem antenados com o trabalho da empresa em várias partes do mundo.


4 – O que a empresa espera de sua atuação para os Estados Unidos, Canadá, Porto Rico e República Dominicana?

O que a empresa espera é que se faça um trabalho de liderança e que traga um novo olhar que contribua com a equipe. Procuraremos ter uma ação em conjunto que traga respostas adequadas a estes mercados. Os EUA têm uma equipe maravilhosa que precisava de alguém para consolidá-la, contribuindo com novos direcionamentos e novas idéias, de forma a continuar todo esse trabalho de construção de marca, além de melhorar a taxa de crescimento dos EUA.

 

5 – Esta divisão do marketing global da Avon para a América do Norte que você estará assumindo se replica em outras regiões do mundo, como Europa e Ásia? Os dirigentes de marketing para outras regiões, que atuam diretamente com um grande público feminino também são mulheres?

Nós temos, por exemplo, um grupo só de Ásia, outro só de América Latina, só Europa e esse que vou assumir de América do Norte. São ao todo quatro grandes grupos regionais que cuidam de regiões.

Há tanto mulheres quanto homens liderando estas equipes. A Avon é voltada para mulheres, mas é uma empresa quer ter boa performance então procura talentos independente de sexo.


6 –  O que esta posição representa para um profissional?

Isso representa em primeiro lugar um reconhecimento grande pelo que esta sendo feito no Brasil e também um reconhecimento agora atuar num mercado maduro. Para mim representa ganhar uma nova visão, conhecendo um novo consumidor e também desenvolver competências. Para mim esse reconhecimento é muito importante. É um desafio que me permite continuar crescendo e aprendendo.


7 – Como a Avon Brasil é percebida pela matriz americana depois de tantos anos que a empresa está no país?

A Avon no mundo tem um respeito grande pelo Brasil. O Brasil se tornou o segundo maior mercado da empresa. E um país que tem desenvolvido um trabalho muito grande em vendas. Temos ai um brand building, com a marca se desenvolvendo no país. Temos a sensação de que os consumidores nos percebem assim e estão cada vez mais próximos da Avon.


8 –  O que este desempenho do Brasil significa para a Avon em termos de mercados latino-americanos?

A Avon com essa performance do Brasil consegue liderar com força tudo o que acontece na América Latina.


9 – Há projetos futuros que mereçam atenção  maior para este mercado?

Estamos num processo muito grande de crescimento em todos os paises da América Latina, que têm apresentado taxas de crescimento. O que temos de fazer é manter essas taxas em ascensão em relação aos concorrentes para que possamos liderar o mercado de beleza na região.


10 – Como se desenvolve a Avon na China?

A Avon está em processo de desenvolvimento de crescimento acelerado na China e a empresa é uma das poucas no mundo que tem autorização de trabalhar com o sistema de Venda Direta


11 – Os países do Leste Europeu já praticam a venda direta da Avon?

Sim, a Rússia, Polônia todos os países do Leste estão fortes e com grandes taxas de crescimento. Na Rússia é muito grande essa taxa, na Polônia a Avon já está muito consolidada, porque somos uma das primeiras empresas a se implantar lá quando esses mercados se abriram.