A Natura & Co, que detém as marcas Natura, Aesoap, The Body Shop e Avon, apresentou crescimento da receita líquida consolidada R$ 7,5 bilhões no 1T, aumento de 1,9% (ou redução de 6,2% em moeda constante), dado o forte crescimento da Natura no Brasil e na Latam Hispânica e da Aesop, assim como um aumento das vendas digitais em todas as marcas. O e-commerce do Grupo acelerou exponencialmente desde a metade de março. As vendas totais de e-commerce do Grupo cresceram aproximadamente 250% nas semanas recentes, em relação ao ano anterior.

Entretanto, o prejuízo líquido reportado pela companhia foi de R$ 820,8 milhões, em relação ao prejuízo de R$ 82 milhões do mesmo período em 2019. De acordo com a empresa, o resultado “foi impactado por uma alíquota de imposto de renda efetiva mais alta devido a despesas não dedutíveis relacionadas com a aquisição e efeitos de PPA na The Body Shop, relacionados a passivos tributários diferidos no Reino Unido (reversão da taxa de imposto nominal de 17% para 19%).”
Já o EBITDA ajustado em foi de R$ 571,5 milhões no período, enquanto o do ano passado foi de R$ 722,6 milhões, uma queda de 20,9%. A Natura encerrou o trimestre com uma forte posição de caixa de R$ 4,6 bilhões (R$ 3,6 bilhões em caixa e R$ 1,0 bilhão em depósitos de curto prazo), em linha com projeções e acima de nossos limites mínimos.

A saída de caixa da companhia entre Janeiro e março de 2020 foi de R$ 1.659,9 milhões, como esperado, consistente com o primeiro trimestre do grupo, historicamente sazonal e mais impactado pelos efeitos da Covid-19.

A empresa explica que “O consumo no 1T20 inclui a Avon e está principalmente relacionado aos custo de aquisição não recorrentes de R$501 milhões impactos da Covid-19 nas vendas e efeitos cambiais devido à desvalorização do B do Real no capital de giro para a Avon Internacional, The Body Shop e Aesop.”

A receita líquida da Natura cresceu 14,9% em BRL (+12,4% em moeda constante), devido ao forte aumento das vendas no Brasil (+9,8%) apontou a resiliência do canal de venda direta, com a produtividade das consultoras em 7,6% e na Latam Hispânica (+25,8%, ou +19,7% em moeda constante), apesar dos impactos da Covid19 no final do trimestre. A rápida adoção de novas e já existentes ferramentas digitais de social selling também colaboraram para o resultado. A receita líquida da Avon diminuiu 7,1% em BRL, ou -11,9% em moeda constante, devido à redução de revendedoras em todos os mercados na América Latina e ao impacto da Covid-19 no final do trimestre, parcialmente compensado por uma melhora na combinação do mix de preços.

À frente do grupo Natura & Co., responsável pelas estratégias globais das marcas de cosméticos Natura, Avon, The Body Shop e Aesop, o executivo brasileiro Roberto Marques disse que a pandemia do novo coronavírus acabou servindo de catalisador de mudanças dentro da corporação, em uma coletiva de imprensa no ultimo dia 12.
“A adoção de ferramentas digitais por nossas revendedoras tem crescido de maneira impressionante. Na Avon, as vendas por catálogos eletrônicos cresceram mais de 85%. Na Natura, 90% das consultoras já usam ferramentas digitais no dia a dia.”

“Aesop, que é um negócio de experiência única em loja física no mundo, o e-commerce cresceu 500%. A marca de The Body Shop cresceu mais de 300%. A gente continua acreditando que, na retomada, o varejo físico vai voltar, mas que esse patamar novo de e-commerce é uma mudança transformacional.”