A segunda edição do Beauty Plan, um estudo idealizado pelo clube de beleza Glambox para aferir o comportamento de suas assinantes, contou com a participação de 8.389 assinantes de todo Brasil. O estudo falou com mulheres assinantes de clubes de beleza.

A Glambox, que iniciou suas atividades no Brasil em 2012, trazendo o modelo de assinatura para dentro da indústria de beleza feminina, combina ações de experimentação altamente segmentadas, com ações de mídia e conteúdo digital, e produtos de inteligência, no qual se insere este estudo anual que a empresa desenvolve e compartilha com seus parceiros.

De acordo com o estudo, no último ano as mulheres compraram menos produtos e reduziram a frequência de compra, além de pesquisarem mais os preços antes de tomarem a decisão final.

O panorama mostra que em 2016 gastou-se menos em relação ao que relataram em 2015. A faixa de consumidoras que gastaram entre R$ 51,00 a R$ 100,00 mensais é a mais expressiva (32%), seguida por aquelas da faixa entre R$ 101,00 a R$ 200,00 (26%). Apenas 5% dispensaram valores mais altos em produtos (acima de R$ 401,00), além do aumento significativo do número de mulheres que passaram a gastar apenas até R$ 50,00 de um ano para o outro.

A conclusão é que para 2017 deve-se estabelecer a postura de economizar, com foco no essencial e nas promoções, resultando na redução da frequência de compra. Para 49% das mulheres, o plano ainda é manter o gasto mensal com produtos de beleza e cosméticos neste ano, enquanto que para 29% (ante 24% no ano passado) a ideia é reduzir os gastos, com crescimento em todas as faixas etárias. Apenas 7% das consumidoras pretendem aumentar os gastos.

É bastante relevante também o número de mulheres que estão dispostas a trocar os produtos de beleza e cosméticos que utilizam no seu dia a dia por marcas mais baratas. É o que respondeu 54% das consumidoras, as mais propensas a fazerem essa substituição, principalmente por produtos da categoria de maquiagem, para os cuidados com o cabelo e corpo.

Quando se fala em cosméticos que abririam mão nos momentos em que pretendem economizar, destacam-se aqueles que prometem um cuidado mais específico: para os pés, celulite, estrias e gordura localizada (49%).

Enquanto que, no caminho contrário, os shampoos e condicionadores continuam sendo prioridade relevante para um número expressivo de mulheres (77%) – que não deixaram de comprar mesmo que os planos sejam conter os gastos; seguido do sabonete corporal ou íntimo (53%), produtos para o cuidado dos fios (53%) e maquiagem (50%).

Mas mesmo quando a ordem é economizar, não deixam de ter planos de beleza para 2017, e nesse quesito, os resultados são muito semelhantes ao anterior. Na ponta da pesquisa, estão “dedicar-se ao cuidado da pele facial” para 71%, e “usar filtro solar no rosto com maior frequência” para 67%. Entre a maioria, também se destaca a vontade de colorir os fios com coloração, luzes ou mechas (51%).

Além disso, a pesquisa também revela que entre as influências que mais pesam nas escolhas e decisões, três personagens se destacam e o cenário pouco mudou em relação ao que revelou o Beauty Plan 2016. A opinião do dermatologista continua a ser mais valorizada com 58%, bem próximo da opinião de amigas (57%) e blogueiras/youtubers (54%). Estes dois últimos influenciadores ganharam maior importância agora em 2017 – enquanto no ano anterior representavam 51% e 47% respectivamente.

E entre os canais de compra, as lojas físicas ainda são a principal escolha da maioria para a compra de produtos de beleza e cosméticos. No entanto, como já assinalava o estudo do ano de 2016, a predisposição pela compra online é grande e tende a aumentar. Mais da metade, 61%, já diz oscilar a compra entre o online e o offline, dependendo apenas do tipo de produto, preço e entrega – comportamento que aumenta de acordo com a idade e a renda das consumidoras.