Apesar do cenário econômico desfavorável do país, levantamento da ABEVD – Associação Brasileira de Venda Direta – indicou que no 2° trimestre do ano, de abril a junho, houve crescimento de 2,4% no canal, comparado ao mesmo período de 2014 e ao primeiro trimestre do ano, que teve queda de 1,0% em relação a 2014. O setor de cosméticos e higiene pessoal é o que mais impulsiona o canal no Brasil, com 84,1% das vendas no país.

No primeiro semestre de 2015 o canal de Venda Direta registrou R$ 19,5 bilhões em volume de negócios, um crescimento de 0,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, entre empresas associadas e não associadas à ABEVD.
Ainda segundo o estudo, o número de revendedores diretos – profissionais autônomos atuantes – segue estável com aproximadamente 4,5 milhões de pessoas. Para a associação a diversificação do segmento é fator principal para impulsionar o canal de venda e torná-lo cada vez mais atrativo para pessoas com perfil empreendedor.

“As vendas diretas possibilitam que qualquer pessoa tenha a oportunidade de gerar renda, e isso faz com que haja esse crescimento, mesmo em momentos mais complicados na nossa economia”, diz Roberta Kuruzu, diretora executiva da ABEVD.
Segundo levantamento da WFDSA (World Federation of Direct Selling Associations) realizado neste ano com dados de 2014, o Brasil ocupa a 5° posição no ranking de vendas diretas e faz parte do grupo de países que concentram 61% do faturamento setorial em vendas diretas, atrás apenas de: Estados Unidos, China, Japão e Coreia.

De acordo com o levantamento, nos últimos quatro anos o canal registrou um crescimento de 6,7%. O setor de cosméticos e higiene pessoal é o que mais impulsiona o mercado de vendas diretas no país, seguido de produtos para o bem-estar, com 6,7%, artigos para casa e produtos duráveis (4,1%) e roupas e acessórios (3,4%).

Outros exemplos de categorias comercializadas pelas empresas do segmento são: artigos de moda, produtos de nutrição, livros, produtos de limpeza, linha pet, pacotes de viagem e cursos online.